Cláudio Castro renuncia ao cargo de governador do RJ e abre caminho para eleição indireta

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Cláudio Castro se prepara para falar com jornalistas no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, após renunciar ao cargo de governador do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia culminar na cassação de seu mandato e na declaração de inelegibilidade. A cerimônia de encerramento do mandato contou com a presença de autoridades e representantes políticos, onde Castro enumerou os feitos de seu governo e anunciou oficialmente sua saída.

A saída de Cláudio Castro ocorre em meio a uma crise política desencadeada pelo processo na Justiça Eleitoral, abrindo caminho para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para escolher um novo governador que cumprirá o mandato-tampão até o final de 2026. A renúncia do governador provocou uma série de movimentações políticas e mudanças no primeiro escalão do governo estadual nos dias que antecederam a decisão, indicando uma preparação estratégica para o afastamento de Castro do cargo.

Governo do Estado exonera secretários e prevê renúncia de Cláudio Castro na segunda-feira (23)

Antes da saída oficial, Castro exonerou secretários que pretendem disputar as eleições de outubro, além de promover a reorganização política da gestão. O governador também nomeou novos comandantes das polícias Militar e Civil, em uma ação interpretada por aliados como um reflexo da iminente renúncia de Castro.

Julgamento no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral avalia recursos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que absolveu Cláudio Castro e o vice Thiago Pampolha das acusações relacionadas às eleições de 2022. As acusações apontam abuso de poder político e econômico, além de irregularidades em gastos de campanha e uso indevido da máquina pública. O julgamento, que estava em curso desde o ano passado, está suspenso e será retomado para definir a cassação do mandato e a inelegibilidade do agora ex-governador.

Com a renúncia de Castro, o estado do Rio de Janeiro enfrenta uma situação de dupla vacância, uma vez que o cargo de vice-governador também está vago. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio assume interinamente e tem o prazo de 48 horas para convocar a eleição indireta que escolherá o novo chefe do Executivo estadual.

Eleição indireta

A escolha do novo governador será realizada pela Alerj, por meio de eleição indireta, definindo uma chapa para cumprir o mandato até o final de 2026. A votação deve ocorrer em até 30 dias após a vacância, com a participação de candidatos brasileiros maiores de 30 anos, com domicílio no estado e filiação partidária. Após decisão liminar do STF, a tendência é que o voto seja secreto, modificando alguns aspectos do processo eleitoral.

Apesar da renúncia, Cláudio Castro mantém a possibilidade de disputar uma vaga no Senado nas eleições seguintes, podendo concorrer mesmo com processos em andamento. Contudo, uma eventual condenação pelo TSE antes do registro da candidatura pode torná-lo inelegível por até oito anos.

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