Justiça determina fechamento da Prainha de Lomanto em Jequié

justica-determina-fechamento-da-prainha-de-lomanto-em-jequie

Justiça Federal determina fechamento imediato da Prainha de Lomanto, em Jequié – Foto: Prefeitura de Jequié

A Justiça Federal determinou o fechamento imediato da área conhecida como Prainha de Lomanto, às margens da Usina Hidrelétrica de Pedra, em Jequié, no sudoeste da Bahia. A decisão atende a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e proíbe qualquer uso do espaço, seja para lazer, comércio ou eventos.

De acordo com apuração da TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, o MPF cobra o cumprimento de um acordo firmado em 2011, no qual a prefeitura se comprometeu a retirar ocupações irregulares e recuperar toda a área ambiental.

Segundo o processo, além de não cumprir as obrigações, o município permitiu novas intervenções sem autorização de órgãos ambientais.

Reação da prefeitura

Em nota divulgada nesta segunda-feira (23), a Prefeitura de Jequié afirmou que a decisão foi proferida sem a prévia intimação para apresentar defesa, o que, segundo o município, configura ausência de contraditório.

A gestão informou que a Procuradoria Geral já entrou em contato com o MPF para tentar reverter a interdição. Segundo o texto, o objetivo é liberar o uso da Prainha de Lomanto com segurança e dentro das normas ambientais.

A prefeitura disse ainda que mantém compromisso com o bem-estar da população e com a preservação ambiental.

Outros órgãos foram acionados para apoiar a operação

Coelba e Embasa terão que cortar energia e água das estruturas existentes, enquanto o Inema ficará responsável pela fiscalização e eventuais punições.

A área afetada ultrapassa 24 mil metros quadrados

Relatórios do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Eletrobras/Chesf apontaram construções como quadras, quiosques, áreas pavimentadas e estruturas para embarcações. Todas foram erguidas sem licença. A área afetada ultrapassa 24 mil metros quadrados, incluindo trechos de preservação ambiental.

Na decisão, o juiz destacou que áreas às margens do reservatório até podem ser usadas para lazer, mas somente com autorização dos órgãos competentes – o que não ocorreu no caso de Jequié.

Com a medida, a prefeitura deve cancelar autorizações concedidas a comerciantes, impedir realização de eventos, instalar placas informativas e bloquear o acesso ao local.

A população deve ser avisada oficialmente sobre a interdição. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil.

O município também terá 60 dias para apresentar um plano detalhado de recuperação da área degradada.

MAIS LIDAS
PC de Oliveira analisa expulsão de Evertton Araújo em Corinthians
Arrascaeta erra decisão crucial, Flamengo tem jogador expulso e é
Imagens mostram estátua de Betinho sendo vandalizada na Enseada de
Motociclista morre em acidente na SP-088 em Biritiba Mirim. Rodovia
Aliados do presidente do PSD, Gilberto Kassab, apostam que saída