Em Botafogo, a sede da Fundação Ceperj se tornou o epicentro de um escândalo político que abalou o governo do Rio. As chamadas folhas secretas da Fundação deram origem a investigações que envolveram o ex-governador Cláudio Castro, culminando em sua renúncia antes do julgamento no TSE. As denúncias apontam para um esquema de contratações sem transparência, pagamentos em espécie e possível uso eleitoral da estrutura pública.
O QUE DIZ A DENÚNCIA
O Ministério Público do Rio identificou um sistema de contratações temporárias na Ceperj, com problemas de transparência. Pagamentos em dinheiro e ordens bancárias sem depósito em conta levantaram suspeitas de irregularidades, incluindo funcionários fantasmas e possível rachadinha. O Tribunal de Contas do Estado abriu auditorias nos contratos da fundação, levando à suspensão de contratações e pagamentos.
RELAÇÃO COM AS ELEIÇÕES
O dinheiro e a estrutura da Fundação Ceperj teriam sido utilizados para favorecer a campanha de Cláudio Castro nas eleições de 2022. A contratação de milhares de cargos temporários como cabos eleitorais e realização de ações de governo para beneficiar o grupo ligado ao ex-governador são citados nas acusações do MP Eleitoral e na coligação de Marcelo Freixo.
QUANTO FOI SACADO POR FUNCIONÁRIOS DAS FOLHAS SECRETAS
Mais de R$ 220 milhões foram sacados em dinheiro vivo por funcionários das folhas secretas da Ceperj, chamando a atenção dos órgãos de controle. O MP destaca que o uso de dinheiro vivo dificulta o rastreamento e favorece possíveis irregularidades.
JULGAMENTO NO TRE E RECURSO
No Tribunal Regional Eleitoral do Rio, Cláudio Castro e o vice foram absolvidos e tiveram seus mandatos mantidos. O MP Eleitoral e a coligação de Freixo recorreram ao TSE, que tem dois votos pela cassação e inelegibilidade. Se condenado, Cláudio Castro perderia o cargo de governador, levando a eleições indiretas no Rio de Janeiro.




