Bolsonaro deixa cuidados intensivos mas continua hospitalizado

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Jair Bolsonaro deixou a unidade de cuidados intensivos e foi transferido para um quarto no hospital, em Brasília, onde permanece internado desde 13 de março, segundo fontes médicas citadas pelo portal DE.

De acordo com declarações do médico assistente de Bolsonaro, apesar da transferência, o ex-chefe de Estado ainda não tem data prevista para alta hospitalar. No último comunicado, os médicos tinham anunciado que o ex-presidente do Brasil poderia sair da unidade de cuidados intensivos em breve caso mantivesse uma ‘evolução satisfatória’, uma vez que apresentava um quadro ‘clinicamente estável’.

Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi hospitalizado após sofrer uma pneumonia resultante de uma broncoaspiração enquanto dormia na sua cela na penitenciária militar da Papuda.

O ex-chefe de Estado, de 71 anos, continua a fazer tratamento com antibióticos e a fazer fisioterapia respiratória e motora.

O Ministério Público brasileiro pronunciou-se na segunda-feira pela primeira vez a favor da prisão domiciliária para o ex-presidente Jair Bolsonaro. ‘Está positivada a necessidade da prisão domiciliaria, ensejadora dos cuidados indispensáveis à monitorização, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro’, escreveu o procurador-geral do Brasil, Paulo Gonet, numa decisão a que a Agência Brasil teve acesso.

A posição de Gonet responde a um pedido do juiz Alexandre de Moraes, que terá de decidir nos próximos dias se concede o regime domiciliário ao ex-chefe de Estado.

Jair Bolsonaro tem vindo a sofrer diversos problemas de saúde que atribui à facada no abdómen durante a campanha eleitoral de 2018 e que o obrigou a ser operado várias vezes. Entre esses problemas contam-se crises recorrentes de soluços que provocam vómitos, os quais poderão estar na origem desta última pneumonia bilateral por broncoaspiração, de acordo com a equipa médica.

Bolsonaro começou em 25 de novembro de 2025 a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro de 2025 pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo.

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