O governador Ratinho Jr. (PSD) anunciou que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República para continuar à frente do governo do Paraná. A decisão foi tomada após conversar com a família. A medida visa conter o avanço da candidatura do senador Sergio Moro (União-PR), que deve contar com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nos bastidores políticos, a manobra para evitar o avanço de Moro ocorre após o rompimento de Ratinho com o grupo do filho 01 de Jair Bolsonaro. Ainda não foi definido quem será o sucessor do governador, mas os favoritos são Alexandre Curi e Guto Silva, ambos do PSD.
Frente à desistência de Ratinho Jr., o PSD no Paraná articula uma estratégia para impedir o avanço de Moro. Enquanto isso, a nível nacional, o partido mergulha na incerteza, já que Ratinho Jr. era o pré-candidato com melhor desempenho nas intenções de voto. A legenda tem até 15 de agosto para definir o nome que lançará na disputa ao Planalto e registrar a candidatura no TSE.
Dentro do PSD, acredita-se que a desistência de Ratinho Jr. cria a oportunidade de Ronaldo Caiado ganhar força na corrida presidencial, enquanto Eduardo Leite se lança ao Senado. Caiado tem altos índices de aprovação em Goiás e recebe apoio do setor agropecuário, área que não demonstra entusiasmo com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
Nos últimos dias antes do julgamento no TSE que decidirá seu futuro político, Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio para tentar se viabilizar como candidato ao Senado pelo PL. O ex-governador está perdendo 2 x 0 no processo, que analisa abuso de poder político e econômico em eleições passadas.
A renúncia de Castro gera a convocação de eleições indiretas para o governo do Rio. A Assembleia Legislativa terá até 30 dias para realizar o pleito. Até lá, o estado será governado pelo presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto de Castro.
O caso no TSE analisa a contratação de funcionários temporários para órgãos do Rio, supostamente para garantir apoio eleitoral. A decisão de Castro de deixar o governo antes do julgamento é vista como uma tentativa de minimizar o impacto de uma possível condenação.
O ministro Luiz Fux determinou voto secreto na Alerj para escolha do novo governador do Rio, após liminar no STF. Eduardo Paes, interessado no pleito, planeja apoiar o deputado estadual Douglas Ruas.




