O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro deixou a unidade de cuidados intensivos e foi transferido para um quarto no hospital, em Brasília, onde permanece internado desde 13 de março, segundo fontes médicas citadas pelo portal DE.
De acordo com declarações do médico assistente de Bolsonaro, Brasil Caiado, apesar da transferência, na segunda-feira, o ex-chefe de Estado ainda não tem data prevista para alta hospitalar, tal como já tinha sido indicado nesse dia, no mais recente boletim clínico.
No comunicado, os médicos tinham anunciado que o ex-presidente poderia sair da unidade de cuidados intensivos nas próximas 24 horas caso mantivesse uma “evolução satisfatória”, uma vez que apresentava um quadro “clinicamente estável”.
Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi hospitalizado após sofrer uma pneumonia resultante de uma broncoaspiração enquanto dormia na sua cela na penitenciária militar da Papuda.
O ex-chefe de Estado, de 71 anos, continua a fazer tratamento com antibióticos e a receber fisioterapia respiratória e motora.
O Ministério Público brasileiro pronunciou-se na segunda-feira pela primeira vez a favor da prisão domiciliária para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Está positivada a necessidade da prisão domiciliária, ensejadora dos cuidados indispensáveis à monitorização, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, escreveu o procurador-geral do Brasil, Paulo Gonet, numa decisão a que a Agência Brasil teve acesso.
A posição de Gonet responde a um pedido do juiz Alexandre de Moraes, que terá de decidir nos próximos dias se concede o regime domiciliário ao ex-chefe de Estado.
Na semana passada, o juiz recebeu um novo recurso dos advogados do ex-presidente e reuniu-se com o seu filho mais velho e candidato presidencial, Flávio Bolsonaro.




