A menos de uma semana do lançamento oficial da chapa governista ao Senado, uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) colocou a Agência Goiana de Habitação (Agehab) no centro de um escândalo que já levanta dúvidas sobre a viabilidade política do seu presidente, Alexandre Baldy (PP) .
Na última quarta-feira (18), a Operação Confrades cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis, mirando um suposto esquema de desvio de R$ 80 milhões em contratos do programa habitacional “Pra Ter Onde Morar” . A investigação aponta que servidores da cúpula da agência — ligados diretamente ao núcleo de contratações — teriam favorecido construtoras, manipulado editais e promovido reajustes ilícitos .
Dois gestores foram afastados e demitidos, incluindo o vice-presidente da Agehab, Wendel Garcia da Silva . Embora Baldy não seja formalmente investigado, o timing não poderia ser pior: o ex-deputado foi lançado há exatos nove dias, no evento de Jaraguá, como um dos quatro pré-candidatos da base governista ao Senado, ao lado de Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil. Baldy teria cancelado sua agenda política depois da ação do MP.
Nos bastidores, a avaliação entre aliados do governador Ronaldo Caiado (PSD) é de que o caso já implodiu qualquer chance de Baldy se viabilizar. O desgaste político é evidente: mesmo sem ser alvo direto, o presidente da Agehab agora carrega o peso de um escândalo bilionário estourado em sua própria gestão.



