Análise dos termos utilizados por Roger Machado na derrota do São Paulo

SP - SAO PAULO - 12/03/2026 - BRASILEIRO A 2025, SAO PAULO X CHAPECOENSE - Roger Machado tecnico do Sao Paulo antes da  partida contra o Chapecoense no estadio Caninde pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Jota Erre/AGIF

Análise sobre termos usados por Roger Machado na derrota do São Paulo

O técnico Roger Machado vem chamando atenção no São Paulo pelo vocabulário técnico utilizado em entrevistas coletivas. Os termos mais rebuscados têm sido alvo de críticas por dificultarem o entendimento.

O discurso, porém, não é novidade. Roger se comunica dessa forma desde o início da carreira, levando para as coletivas conceitos táticos avançados que dividem opiniões. Ele, por exemplo, antecipou, em detalhes, um problema do Tricolor no jogo contra a Chapecoense, que foi justamente a forma como o time perdeu o clássico contra o Palmeiras dez dias depois.

– Fizemos uma pressão alta e o adversário conseguiu inverter o jogo, faz parte, paciência. Eu não sigo fazendo pressão alta, eu corro em diagonal à bandeirinha de escanteio, espero colocar mais gente atrás da linha da bola para me organizar de novo para pressionar. No sistema (sem pontas), como você tem mais gente pela zona central do campo, automaticamente você precisa conseguir trancar o adversário nesse lado do campo. As inversões podem nos castigar. Isso não consegui trabalhar – explicou Roger, dias antes de Flaco López, em um momento de pressão do clássico, inverter o jogo para Arias, que teve espaço para avançar e marcar.

O famoso “gatilho da bola para trás”: apertar a marcação quando o adversário toca a bola para a defesa

É aquele espaço entre o lateral e o zagueiro, normalmente no começo da área. É uma região difícil de marcar, por onde saem movimentações dos pontas e dos laterais.

Regra do gatilho da bola rodada para trás

Quando o adversário não tem espaço pra tocar a bola pra frente e toca pra trás. É nesse momento que o Roger pede pro time pressionar mais alto, pois a chance de roubar a bola cresce. Um exemplo (justo no gol do Palmeiras): quando o jogador toca para trás, o time inteiro sobe e começa a sufocar a marcação.

O famoso “gatilho da bola para trás”: apertar a marcação quando o adversário toca a bola para a defesa

Cruzamento de quina

O cruzamento que é feito com a ponta do pé. Por isso, sai com menor precisão do que os cruzamentos com a chapa do pé.

Vazar de um lado para o outro: quando a marcação falha e deixa o lado exposto

Quando a marcação não consegue roubar a bola antes do adversário inverter de lado. Por isso o termo “vazar”: é como se o São Paulo deixasse o adversário vazar por um lado do campo. Um exemplo aqui: o Palmeiras consegue sair de um lado para outro. Veja como o adversário está livre, sem ninguém do São Paulo marcando.

G1 são os considerados titulares, que atuaram mais minutos. G2 são os reservas que entraram e atuaram menos minutos. G3 são os jogadores que completam o time, normalmente quando a base sobe.

Subtítulo 1

Meios corredores

É aquele espaço entre o lateral e o zagueiro, normalmente no começo da área. É uma região difícil de marcar, por onde saem movimentações dos pontas e dos laterais.

Regra do gatilho da bola rodada para trás

Quando o adversário não tem espaço pra tocar a bola pra frente e toca pra trás. É nesse momento que o Roger pede pro time pressionar mais alto, pois a chance de roubar a bola cresce. Um exemplo (justo no gol do Palmeiras): quando o jogador toca para trás, o time inteiro sobe e começa a sufocar a marcação.

O famoso “gatilho da bola para trás”: apertar a marcação quando o adversário toca a bola para a defesa

Disputa de primeira bola

É a briga pela bola que vem de um chutão, seja do São Paulo ou do outro time. Normalmente pelo alto.

Jogo de atração: esperar a marcação chegar para tocar a bola

É enganar a marcação do oponente. Funciona assim: um jogador espera a marcação subir, normalmente tocando a bola no próprio campo, e toca a bola a quem chega livre ou conduz a bola, deixando a marcação adversária para trás. Na imagem, um exemplo com Alan Franco com a bola nos pés, esperando a marcação do oponente subir para só depois dar o passe.

Subtítulo 2

Bloco baixo

Postar o time inteiro na defesa, no próprio campo, com todos os dez atrás da linha da bola. Prioridade é defender e não subir a marcação e sufocar lá na frente.

Disputa de segunda bola

É a disputa de uma bola rebatida ou que sobra, normalmente em escanteios ou em momentos que o zagueiro decide afastar. Pode ser uma jogada do São Paulo ou do outro time.

Intersetorial de ataque

É o lado ofensivo do meio-campo, cruzando a linha que divide o campo para o lado do ataque do time.

Subtítulo 3

Roger terá primeira “janela” de treinos para corrigir problemas

Após a derrota e as análises sobre os termos utilizados por Roger Machado, o técnico terá a primeira oportunidade de corrigir os problemas identificados. A pressão está grande para que as questões táticas sejam ajustadas e as críticas sobre o vocabulário escolhido pelo treinador diminuam.

Rafinha dá voto de confiança a Roger: “Estamos no caminho certo”

Apesar das críticas, o jogador Rafinha demonstrou confiança no trabalho de Roger Machado, acreditando que o time está no caminho certo. Essa é uma mostra de que, mesmo com as dificuldades impostas pelos termos técnicos do treinador, há apoio interno e a crença em uma melhora contínua.

Análise sobre termos usados por Roger Machado na derrota do São Paulo

Após explicar minuciosamente os conceitos táticos aplicados e analisados por Roger Machado, a derrota do São Paulo levanta questões sobre a eficácia dessas estratégias. A pressão sobre o treinador aumenta, assim como a busca por resultados positivos.

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