O delegado Diogo Gonçalves Bem, vinculado à Polícia Civil de Pernambuco, está sendo acusado de financiar uma fraude em concurso público para beneficiar sua esposa, Lariça Saraiva Amando Alencar, aprovada em primeiro lugar no CNU para cargo de auditora-fiscal do trabalho, conforme informado em representação da PF à Justiça Federal na Paraíba.
A PF revelou um esquema milionário de fraudes em concursos públicos, exibido no ‘Fantástico’. A suposta participação de Bem e Lariça veio à tona a partir da delação de Thyago José de Andrade, apontado como chefe da organização criminosa.
O grupo atuava oferecendo aprovação mediante pagamento antes ou depois das provas. A discrepância nas notas da esposa de Bem chamou atenção, indicando possível fraude. Segundo a PF, o delegado ‘financiou a fraude da esposa’.
Em depoimentos, Thyago não detalhou o repasse de respostas do concurso à esposa de Bem, mas sua companheira afirmou que ‘uma esposa de um delegado fraudou o concurso do CNU, sendo aprovada em primeiro lugar’. Lariça teve notas altas na primeira fase e baixas na segunda, levantando suspeitas de fraude.
A SDS abriu investigação preliminar sobre o envolvimento do delegado. A Polícia Civil de Pernambuco preferiu não se manifestar. Citados no processo, Thyago e Lais Giselly, por meio de advogados, declaram inocência e afirmam não fazerem parte de organização criminosa.
A Operação Concorrência Simulada desvendou o esquema fraudulento em concursos, liderado por uma família na Paraíba. O caso envolve diversos personagens, incluindo autoridades de segurança, como Gustavo Xavier, delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, e servidores públicos, apontados como beneficiados por fraudes.
A Fundação Cesgranrio, responsável pelo CNU, afirmou que investe em tecnologia para garantir a integridade dos processos seletivos. O caso evidencia a gravidade das fraudes em concursos, que envolvem tecnologias para burlar a segurança das bancas. As investigações seguem em andamento.
Diante desse cenário, é imprescindível uma reflexão sobre a ética e a integridade nos concursos públicos. A responsabilidade das instituições em coibir fraudes e garantir a lisura nos processos seletivos é fundamental para preservar a credibilidade e o mérito dos candidatos prejudicados por esquemas fraudulentos.




