A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi recebida com alívio por familiares e aliados, mas acompanhada de críticas ao caráter provisório da medida. Moraes permitiu a progressão de carreira de Bolsonaro por 90 dias, tempo considerado suficiente para a recuperação da pneumonia severa que o levou ao hospital há mais de uma semana.
A medida foi elogiada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), que se disse “levemente aliviado” com a possibilidade de seu pai receber cuidados médicos em casa. No entanto, destacou a decisão como uma questão humanitária, não de justiça, citando supostas ilegalidades do processo judicial, e fomentando debates.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) considerou a medida “contraditória”, questionando a lógica de retorno à prisão de Bolsonaro após melhoras clínicas, já que foi no local onde sua saúde piorou inicialmente. Para ele, o benefício deveria garantir melhora contínua.
Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão de Moraes por considerar tardio o reconhecimento do direito a Bolsonaro e questionou a limitação temporal imposta, alegando tratamento desigual. Deputados aliados apoiaram a medida com ênfase na humanidade e dignidade asseguradas ao ex-presidente.
Entre eles, Ubiratan Sanderson (PL-RS) destacou a necessidade da medida frente ao quadro clínico de Bolsonaro, e Rodrigo Valadares (União-SE) ressaltou a sensibilidade da decisão para a “recuperação do nosso líder”. Capitão Alberto Neto (PL-AM) considerou a decisão correta e responsável, enfatizando a inexistência de riscos para justificar o regime mais severo.
O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) adotou um tom cauteloso, afirmando que a medida não é motivo de celebração, apenas ameniza o sofrimento de Bolsonaro, mas não resolve a situação. A espera agora é por uma resolução definitiva e justa deste caso.




