Na terça-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinando que ele volte a usar tornozeleira eletrônica no condomínio Solar de Brasília. Atualmente, o Distrito Federal monitora 1.735 pessoas com tornozeleiras eletrônicas, um aumento de 14,6% em menos de um ano. O equipamento de 128 gramas é equipado com GPS e modem para transmissão de dados via sinal de celular.
Bolsonaro já havia utilizado a tornozeleira anteriormente, sendo obrigado a trocar o dispositivo em novembro devido a uma violação. O político inicialmente alegou ter batido a tornozeira na escada, mas depois admitiu ter utilizado ferro quente para danificar o equipamento.
Funcionamento da tornozeleira eletrônica
O equipamento é instalado após decisão judicial, com regras definidas pelo juiz. Os monitarados recebem orientações sobre as regras e sinais de comunicação, com dados sendo enviados em tempo real para uma central de monitoramento. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), na Asa Norte, é responsável pelo monitoramento no DF.
Repercussão e respostas
Todas as ocorrências de descumprimento de ordem judicial são comunicadas ao juiz para análise. A recarga do equipamento é responsabilidade do monitorado, sendo uma infração deixá-lo descarregado. Em caso de tentativa de burlar o monitoramento, um alarme é disparado, garantindo a segurança do sistema.




