O ex-presidente Bolsonaro será submetido novamente ao uso da tornozeleira eletrônica por 90 dias, cumprindo prisão domiciliar no condomínio Solar de Brasília. Atualmente, o Distrito Federal monitora 1.735 pessoas com o dispositivo, número que cresceu 14,6% em menos de um ano.
O equipamento de monitoramento terá uma área específica de inclusão delimitada, restringindo a vigilância ao endereço determinado para a medida: o condomínio Solar de Brasília. A tornozeleira eletrônica, com 128 gramas, conta com GPS e modem para transmissão de dados via celular.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape-DF) confirmou que o juiz estabelece as regras de uso e diretrizes a serem seguidas por cada monitorado com o dispositivo. Bolsonaro já havia utilizado a tornozeleira anteriormente, em 2025, por decisão do ministro Alexandre de Moraes do STF.
Em novembro daquele ano, a tornozeleira precisou ser substituída devido a uma violação, que teria ocorrido devido a uma tentativa de danificar o equipamento. Investigadores indicam que houve ação para retirar a carcaça do dispositivo usando materiais de soldagem. Bolsonaro chegou a admitir que usou ferro quente para danificar a tornozeleira.
"Meti ferro quente": Bolsonaro, em entrevista à diretora de administração penitenciária, confessa a violação na tornozeleira eletrônica. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) na Asa Norte é responsável por colocar e retirar os dispositivos eletrônicos no DF.
Em caso de tentativa de burlar o monitoramento, o alarme é acionado se a cinta da tornozeleira for cortada. Qualquer descumprimento de ordem judicial é comunicado ao juiz para decisão. O equipamento funciona 24 horas, permitindo rotina normal aos monitorados.
A tornozeleira eletrônica, à prova d’água e com bateria recarregável, envia informações em tempo real para o Cime. O dispositivo não interfere na rotina das pessoas que o utilizam, sendo um sistema de alta tecnologia e resistência. O réu deve seguir as orientações do juiz para garantir o eficaz monitoramento.
Essa nova imposição de monitoramento eletrônico a Bolsonaro intensifica a vigilância sobre o ex-presidente e reforça a importância do cumprimento das ordens judiciais. O aumento na quantidade de monitorados com tornozeleira eletrônica ressalta a necessidade de fiscalização e controle mais rigoroso nesses casos.




