Na tarde da última terça-feira (24), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em 1º turno um projeto de lei que autoriza uma revisão salarial de 5,4% para os servidores civis e militares do estado em 2026. O objetivo do aumento, retroativo a 1º de janeiro, é recompor as perdas inflacionárias do ano passado, que atingiram 4,26%. Enviada por Romeu Zema 11 dias antes de renunciar ao governo estadual, a proposta foi aprovada por unanimidade pelos 60 deputados presentes no plenário.
Alguns parlamentares, no entanto, consideraram o percentual de recomposição insuficiente, como foi o caso do deputado Sargento Rodrigues (PL), que afirmou: “Está muito longe de atender a perda inflacionária dos servidores públicos de uma forma geral. Mas, falo aqui em nome dos servidores da segurança pública: a perda inflacionária é da ordem de 52,33%”. Beatriz Cerqueira (PT) também se pronunciou, ressaltando a necessidade de uma política de carreira para resolver os problemas enfrentados pelos servidores.
Governo negou recomposição maior à segurança pública
Servidores da área de segurança, que incluem policiais civis, militares, penais, bombeiros e agentes socioeducativos, se reuniram na ALMG pedindo uma recomposição salarial das perdas inflacionárias estimadas em 52,33%. No entanto, o governo alegou que só poderia conceder os 5,4% já anunciados como revisão geral para todos os servidores públicos.
Recomposições do judiciário, tribunal de contas e ALMG
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais aprovou uma revisão salarial de 5,53% para seus servidores, retroativo a maio de 2025. Já o Ministério Público teve um projeto aprovado em 1º turno concedendo o mesmo índice de 5,53%, também retroativo a maio de 2025. O Tribunal de Contas do Estado teve uma revisão de 10,94%, referente à soma do IPCA de 2014 e 2025. A Defensoria Pública garantiu um reajuste de 4,44%, retroativo a fevereiro de 2026, enquanto a ALMG aprovou uma revisão geral de 5,40% para seus servidores.
Zema renuncia ao governo e Mateus Simões assume
Em um momento delicado, Romeu Zema renunciou ao cargo de governador para se dedicar à pré-campanha à Presidência da República. Em seu lugar, assume Mateus Simões. Em ano eleitoral, os aumentos com ganho real só podem ser concedidos até 180 dias antes da eleição, com a expectativa de que os reajustes sejam sancionados ainda nesta semana.




