Após o caso envolvendo a soldado da Polícia Militar Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, que atirou contra a major Caroline Ferreira Souza, sua superior, a discussão sobre a intervenção policial e o uso da força dentro da corporação ganhou destaque. O episódio ocorreu na Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Ana Beatriz disparou um tiro no rosto da major, sendo posteriormente neutralizada por um tenente-coronel com disparos no tórax e ombro. Ambas foram socorridas e não correm risco de morte.
A Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso, mas não divulgou detalhes da investigação interna. O coronel da reserva Antônio Jorge explicou que a prioridade em situações de risco é interromper o ataque. Segundo ele, em casos de necessidade, o uso da força para conter a agressão é justificável, com protocolos que guiam a atuação policial, adaptando-se à gravidade da situação.
Situação da soldado na corporação
A Polícia Militar não revelou se Ana Beatriz sofrerá punições por atirar contra sua superior. Inserida na corporação há cinco anos e aprovada no Curso de Formação de Oficiais em dezembro de 2025, sua permanência na PM depende das investigações. O coronel Antônio Jorge destaca que a análise inicial compete à autoridade da apuração, podendo ser transferida à Auditoria Militar do Estado para decisão jurídica.
Saiba mais sobre o caso
A TV Bahia apurou que Ana Beatriz entrou em uma sala do Comando de Policiamento e disparou contra a major Caroline Ferreira Souza. O advogado Lucas Sestelo, representante da soldado, mencionou que ela vinha enfrentando problemas no trabalho, acrescentando que apenas as investigações revelarão se agiu em surto. A Polícia Militar lamentou o ocorrido e está prestando apoio aos envolvidos.




