Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema: saiba mais

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Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema

O Ministério Público do Rio de Janeiro propôs que advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial, pague cerca de R$ 200 mil de indenização aos funcionários de um bar em Ipanema.

O julgamento de Agostina começou nesta terça-feira na 37ª Vara Criminal. Na audiência de instrução, a defesa da estrangeira e o MPRJ concordaram que, em caso de condenação, a argentina seja extraditada e cumpra a pena no país dela.

Contextualizando a situação

Durante a sessão, Agostina pediu desculpas para os 3 funcionários do bar pelos gestos racistas. Segundo a denúncia do MPRJ, no dia 14 de janeiro deste ano a advogada se referiu a um empregado como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, além de imitar gestos do animal.

Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m*rda” e “monos” para outros 2 funcionários, caracterizando 3 crimes.

Nas alegações finais na audiência, o Ministério Público pediu que Agostina, sem antecedentes e após demonstrar arrependimento, possa cumprir em seu país natal a pena mínima convertida para prestação de serviços comunitários.

Reações e desdobramentos

Um vídeo com os gestos viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil, que a indiciou por injúria racial. A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Agostina foi presa no dia 6 de fevereiro, mas foi solta na mesma noite após decisão da mesma Vara Criminal. Desde então, ela permanece no Brasil, utilizando uma tornozeleira eletrônica.

Decisão e perspectivas

A advogada Carla Junqueira, que representa Agostina Páez, afirmou que sua cliente reconhece o erro que cometeu, por desconhecimento da legislação brasileira a respeito do racismo. A defesa reitera sua confiança na Justiça Brasileira, acreditando que a análise serena e técnica do caso conduzirá a uma decisão justa e proporcional, que reconheça o direito de Agostina de responder ao processo em liberdade.

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