Covid-19: Vacinação ficou paralisada por quatro dias em Goiânia

Em comunicado, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que a vacinação contra Covid foi suspensa no município até essa segunda-feira, 05. Por 4 dias seguidos nenhum goianiense foi vacinado.

Em texto, foi justificado que o município não recebeu doses da vacina para que seja feita a imunização.

O Governo Federal já repassou ao estado de Goiás mais de 966 mil doses da vacina, no entanto, pouco mais da metade foi aplicada.

A SMS finaliza o texto informando que mesmo com a paralisação, os índices de vacinação na capital “superam a média nacional de cobertura vacinal.”

Nota da SMS 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que o atendimento vacinal será retomado na próxima semana, mediante o recebimento de nova remessa e consequente planejamento dos grupos contemplados. A SMS destaca, ainda, seguir o preconizado pelo Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Imunização. 

Deste modo, a abertura de cada faixa etária deve ser feita de forma planejada, garantindo a aplicação das duas doses, uma vez que este é o requisito para imunização eficaz. A Secretaria destaca, ainda, já ter aplicado 181.563 doses da primeira etapa, o que corresponde a 12% da população goianiense, além de 58.742 de reforço, contemplando 3,9% da população. Ambos os índices superam a média nacional de cobertura vacinal.

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Mauro Cid confirma ao STF que Bolsonaro sabia de trama golpista

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava ciente de um plano para um golpe de Estado. O ex-ajudante de ordens foi ouvido pelo ministro Alexandre de Moraes na última quinta-feira, 21, para esclarecer contradições entre sua delação premiada e as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).

De acordo com informações apuradas pela PF, a investigação revelou a existência de um plano envolvendo integrantes do governo Bolsonaro para atentar contra a vida de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. Contudo, os advogados de Mauro Cid negam que ele tenha confirmado que Bolsonaro estava diretamente envolvido na liderança do suposto plano de execução.

Após prestar depoimento por mais de três horas, o advogado de Cid, Cezar Bittencourt, declarou que seu cliente reiterou informações já apresentadas anteriormente. A advogada Vania Adorno Bittencourt, filha de Cezar, declarou ao Metrópoles que Bolsonaro sabia apenas da tentativa de golpe.

O ministro Alexandre de Moraes validou a colaboração premiada de Mauro Cid, considerando que ele esclareceu omissões e contradições apontadas pela PF. O depoimento foi o segundo do tenente-coronel nesta semana, após a recuperação de arquivos deletados de seus dispositivos eletrônicos pela PF.

Bolsonaro indiciado pela Polícia Federal

No mesmo dia, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. O relatório foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso no STF.

Entre os indiciados estão os ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O grupo é acusado de crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, atuando em seis núcleos distintos.

Bolsonaro, em resposta, criticou a condução do inquérito, acusando Moraes de “ajustar depoimentos” e realizar ações fora do que prevê a lei. As investigações continuam em andamento, com implicações graves para os envolvidos.

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