O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, interrompeu suas férias para lidar com a crise na Venezuela junto ao governo de Lula. Participou de uma reunião convocada pela CELAC, onde o ministro venezuelano Yván Gil pediu a retirada das forças militares dos EUA do Caribe. O governo brasileiro condenará a ação no Conselho de Segurança da ONU. Lula coordenou uma reunião remota com autoridades para discutir a situação.
Após a operação que resultou na detenção de Maduro, o Brasil fechou brevemente a fronteira com a Venezuela. O ministro da Defesa, José Mucio, afirmou que a situação está sob controle. O exército brasileiro reforçou a região com mais veículos blindados e armamento. Especialistas brasileiros analisaram a operação em Caracas e destacaram a importância de parcerias confiáveis para a defesa do país.
Diferente de outros países, o Brasil não emitiu restrições para pessoas ligadas ao regime venezuelano que buscam refúgio. Autoridades alertam para a possibilidade de líderes criminosos venezuelanos entrarem no país. O reconhecimento de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela pode facilitar essa entrada. Lula condenou a ação dos EUA, afirmando que viola a soberania do país.
A prisão de Maduro em um ano eleitoral divisive para o Brasil, com aliados de Lula condenando os eventos em Venezuela, enquanto seguidores de Bolsonaro apoiam Trump. A situação na Venezuela está se tornando um tema político importante no Brasil. Para alguns, a invasão dos EUA representa um desejo de intervenção estrangeira no Brasil. A polarização política aumenta com as diferentes abordagens de cada lado.




