Dez dias após o trágico acidente na BR-116 que tirou a vida de 11 pessoas, a mãe de um dos motoristas envolvidos descreve a dor e a saudade que tomaram conta de sua vida. Arlete Brodt Blank, moradora de São Lourenço do Sul, viu sua casa ficar vazia com a perda repentina do filho Carlos Roberto Blank, de 34 anos. Mãe e filho moravam juntos e a ausência de Carlos deixou um vazio impossível de preencher.
Arlete relembra o dia do acidente, quando conversou com o filho antes de sua partida da rodoviária de Pelotas. Após receber a notícia da colisão, ela monitorou as notícias e só teve a confirmação da fatalidade quando percebeu que o celular de Carlos permanecia sem sinal. O ritual diário do mate, símbolo da rotina de seu filho, foi o indicativo definitivo de sua perda.
A investigação sobre o acidente está em andamento, com a Polícia Civil tratando o caso como homicídio culposo. Laudos periciais ainda não concluídos indicam que a carreta pode ter trafegado acima da velocidade permitida no local do acidente. Arlete acredita que é essencial responsabilizar os culpados pela tragédia e espera que a investigação seja minuciosa para evitar a impunidade.
O inquérito tem prazo de 30 dias para conclusão, e a análise técnica, juntamente com depoimentos de sobreviventes e testemunhas, são fundamentais para esclarecer as circunstâncias do acidente. O trecho onde a colisão ocorreu estava devidamente sinalizado, mas a carreta desviou para a contramão, resultando na tragédia.
O ônibus da empresa Santa Silvana partiu da rodoviária de Pelotas com destino a São Lourenço do Sul no fatídico dia. Todas as 11 vítimas fatais estavam no ônibus, incluindo Carlos e outro funcionário da empresa. Dos 12 sobreviventes, apenas uma mulher permanece internada na UTI. As famílias das vítimas buscam por justiça e esperam que os responsáveis sejam devidamente punidos.
A vida de Arlete e de outras famílias foi abruptamente transformada pela tragédia na BR-116. Enquanto os laudos periciais não são concluídos, a dor da perda e a luta por justiça seguem marcando o cotidiano daqueles que tiveram seus entes queridos tirados de forma tão inesperada.




