Abandonado: Veja Ruínas do Estádio Godofredo Cruz do Americano – 2026

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Abandonado: veja o que restou do antigo estádio Godofredo Cruz, do Americano

Se você for distraído, é possível caminhar pela Avenida 28 de Março, em Campos
dos Goytacazes, sem sequer perceber que ali havia um grande estádio de futebol.
Pessoas correm e fazem exercícios todos os dias em volta daquilo que um dia foi
o Godofredo Cruz, casa do Americano.

Mas basta o olhar um pouquinho mais atento para reparar a bilheteria abandonada,
com o buraco pelo qual os torcedores retiravam seus ingressos. As colunas que
sustentavam o teto do portão de acesso ou a entrada totalmente concretada para
um antigo centro administrativo. Ruínas que resistem ao abandono.

Antigo Estádio Godofredo Cruz

Antes da demolição, o Godofredo Cruz era o terceiro maior estádio do interior do
Rio de Janeiro, atrás do Moacyrzão (em Macaé) e do Raulino de Oliveira (Volta
Redonda). Chegou a registrar um público recorde de 22.853 pessoas no empate em 2
a 2 com o Flamengo de Zico e Junior pela Taça de Ouro de 1983, o Brasileirão da
época.

O estádio fundado em 1954 foi palco de muitas glórias do tradicional Americano,
como a vitória por 2 a 1 sobre o Santos no Brasileirão de 1975, os gols marcados
por Paulo Roberto e Rangel. O clube de Campos deu trabalho para os grandes do
Rio de Janeiro até o início deste século: em 2002, foi campeão da Taça Guanabara
com uma virada sobre o Vasco de Romário, que marcou o único gol vascaíno na
derrota por 2 a 1. O Godofredo Cruz estava lotado.

Depois disso, as dívidas sufocaram financeiramente o Americano, em especial
depois do seu primeiro rebaixamento no Carioca na história (em 2012). O clube
não viu outra alternativa senão abrir mão do seu maior bem. Acertou, em 2013, o
contrato de permuta com uma construtora de Campos chamada “IMBEG – Imbé
Engenharia LTDA”.

Demolição e Abandono

Concluída a troca de propriedades, o processo de desapropriação do Godofredo
Cruz começou ainda nos últimos meses de 2013, mas a estrutura do local, as
arquibancadas e tudo que fazia parte do complexo só foram demolidas por completo
em 2014. Um dos maiores e mais tradicionais estádios do Rio de Janeiro deixou de
existir.

De acordo com notícias da época, o plano da construtora era subir prédios
residenciais e empresariais, mas nem uma parede sequer foi erguida no local
desde então. A IMBEG não quis comentar o caso ou esclarecer o porquê do terreno
do antigo estádio estar abandonado há mais de 10 anos. Uma engenheira da empresa
confessou em conversa com o ge que esse cenário não deve mudar tão cedo.

Situação do Terreno

A reportagem do ge foi até Campos dos Goytacazes,
município no Norte Fluminense que fica quase na divisa com o Espírito Santo. São
280 quilômetros de distância e aproximadamente quatro horas de viagem de carro
saindo do Rio de Janeiro.

Logo de cara, percebe-se que todas as referências ao Americano ou ao antigo
estádio foram removidas, com exceção da mistura do preto e do branco no muro que
circunda o terreno abandonado. As pichações espalhadas de um canto a outro são
só o primeiro sinal do cenário de desleixo.

Pandemia e Novas Perspectivas

Em fevereiro deste ano, o Americano se tornou SAF. O departamento de futebol
passou a ser comandado pelo Grupo Boston City, que tem como sócios o empresário
Renato Valentim e o ex-jogador Felipe Melo. A gestão, que não quis comentar o
assunto com a reportagem do ge, tem trabalhado na
aproximação com a IMBEG para resolver toda essa questão sem a necessidade de
judicializá-la.

O Americano estreia na competição no dia 18 de abril, contra o America. A data
para a conclusão do novo estádio continua sendo uma enorme incógnita, trazendo
desafios para o clube e expectativas para os torcedores.

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