Oportunidade de redução de impactos logísticos: O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, afirmou que a elevação da mistura do biodiesel ao diesel de 15% para 17% não deve se concretizar em 2026. Ele ressaltou a importância de finalizar os testes de qualidade e viabilidade da elevação. Até o final do ano, espera-se que apenas os testes sejam concluídos, com poucas chances de implementação do aumento.

Os testes envolvem avaliações de desempenho em motores, estabilidade da mistura do combustível, e impactos logísticos. A análise visa garantir a qualidade do combustível e se a elevação não comprometerá o funcionamento da frota nem a qualidade do combustível ofertado ao consumidor.

Colaboração financeira: Nassar destacou a importância da Aliança Biodiesel ajudar financeiramente o governo federal a firmar contratos com laboratórios privados para realizar os testes. Essa colaboração é vista como essencial para viabilizar o processo e garantir a qualidade do biocombustível.

Desafios técnicos e políticos

A elevação da mistura de biodiesel está prevista na Lei do Combustível do Futuro e depende de deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Os testes visam assegurar que a implementação do novo percentual seja viável, respeitando a oferta do produto, impactos sobre preços e segurança do abastecimento. A elevação da mistura tende a aumentar a demanda por biodiesel, refletindo diretamente sobre cadeias como a da soja e de outras oleaginosas.

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