O MST iniciou as ações do “Abril Vermelho” em Minas Gerais e Pernambuco, com ocupações nas regiões do Vale do Rio Doce e Zona da Mata pernambucana, em resposta às críticas do governador do estado às ações do movimento. Até o momento, segundo informações do MST, já foram confirmadas duas ocupações, uma em Minas Gerais e outra em Pernambuco.
Na Fazenda Rancho Grande, às margens da BR-116, no município de Frei Inocêncio, no Vale do Rio Doce, mais de 600 famílias foram responsáveis por ocupar a área. Os integrantes do movimento defendem a desapropriação da terra como uma medida necessária para a reforma agrária, alegando que a ocupação é um direito constitucional.
Em Pernambuco, aproximadamente 800 famílias ocuparam as terras da Usina Santa Teresa, localizada em Goiana, na Zona da Mata. Segundo Jaime Amorim, coordenador do MST no estado, o local é palco de constantes conflitos pela posse da terra. A CNN tenta contato com o governo estadual para obter mais informações sobre o monitoramento da situação.
O governo federal enfrenta pressão por parte do movimento, historicamente aliado aos petistas, para avançar mais rapidamente nas medidas prometidas durante a campanha eleitoral de 2022, especialmente no que diz respeito à reforma agrária. Há insatisfação por parte dos integrantes do MST em relação ao trabalho do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.
Às vésperas do início do Abril Vermelho, o presidente Lula visitou um acampamento do movimento e anunciou a reserva de R$ 520 milhões no orçamento para a aquisição de imóveis, beneficiando 73 mil famílias. Apesar do anúncio, o MST promete uma maior jornada nos próximos dias, com a expectativa de 60 ações até 17 de abril, entre ocupações e protestos. A mobilização é uma resposta à postura do governo estadual e federal em relação às questões fundiárias e à reforma agrária.