A intervenção de Lula na Enel ocorre em um momento crucial, em que está paralisado um processo na agência que apura falhas no atendimento da empresa na região metropolitana de São Paulo. Governador e prefeito paulistas cobram ação do governo federal, mas sem poder interferir nas concessões do setor elétrico. Após reunião com o ministro de Minas e Energia, a recomendação é de possível caducidade do contrato. Uma resolução da Aneel em vigor desde novembro de 2025 inclui eventos climáticos extremos no cálculo da qualidade do serviço, o que pode impactar negativamente a Enel. O pedido de vista que paralisava o processo na agência deve ser concluído após o Carnaval, com pressão de Lula. Diretores da Aneel analisam que, independentemente da decisão do conselho, a palavra final sobre a renovação é do Ministério de Minas e Energia. Enquanto assessores de Lula defendem que a decisão é da agência reguladora. Para a Enel, que opera há décadas, as falhas decorrentes de eventos climáticos extremos não estavam previstas em contrato. Alguns técnicos reconhecem que a resolução recente pode ser um fator surpresa no processo.




