Ação do MPF contra TV Globo por erro de pronúncia gera polêmica e pede indenização milionária

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Um simples erro de pronúncia pode gerar consequências inesperadas, como é o caso da ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais contra a TV Globo. Neste processo, a emissora está sendo acusada de “desserviço em escala nacional” e “lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa” devido à pronúncia incorreta da palavra “recorde” por parte dos contratados de programas como Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural, segundo o procurador Cléber Eustáquio Neves.

De acordo com o procurador, a forma como a palavra “recorde” é pronunciada pelos apresentadores da Globo, sendo dita como “RE-cor-de” ao invés de “re-COR-de”, viola o direito da população. Para Cléber Eustáquio Neves, a emissora, por ter um papel significativo na difusão de informações, não deveria cometer erros de pronúncia que prejudiquem a padronização linguística necessária para a unidade do país, como propõe o Acordo Ortográfico de 1990.

Além da acusação de danos morais coletivos, o procurador pede uma indenização de R$ 10 milhões e uma penalidade diária de R$ 50 mil à TV Globo em caso de reincidência do erro de pronúncia. Alegando que a Globo age como um braço do Estado na disseminação de informações, Cléber Eustáquio Neves destaca que a utilização da norma culta da língua portuguesa não é apenas uma questão estética, mas sim um modelo de qualidade e eficiência administrativa.

Até o momento, a TV Globo não se pronunciou sobre a ação protocolada antes do Carnaval, nem apresentou sua defesa à Justiça Federal. A falta de resposta da emissora levanta questões sobre o impacto deste processo e a importância de questões linguísticas na comunicação em massa.

Este caso traz à tona a responsabilidade das grandes empresas de comunicação na disseminação correta da língua portuguesa e na promoção da cultura e educação. A ação movida pelo MPF contra a Globo destaca a importância de respeitar a norma culta e evitar erros de pronúncia que possam comprometer a qualidade da informação transmitida.

Por fim, é fundamental aguardar o desenrolar deste processo para compreender o impacto deste caso na forma como as emissoras de televisão e demais veículos de comunicação lidam com questões linguísticas e culturais. A decisão da Justiça Federal e a possível resposta da TV Globo serão determinantes para entender as consequências deste erro de pronúncia na programação da emissora e em seu papel como disseminadora de informações no país.

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