Acordo entre governo e ELETROBRAS amplia poder de voto na empresa e impacta mercado de energia no Brasil

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O governo e a empresa ELETROBRAS chegaram a um acordo sobre o poder de voto da União na companhia. Após negociações, ficou decidido que o governo terá mais assentos no Conselho de Administração, passando de um para três membros. Essa mudança veio após a privatização da empresa em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Com a aprovação da ampliação dos assentos no Conselho de Administração de nove para dez, a ELETROBRAS e o governo conseguiram chegar a um consenso. Além disso, foi acordada a suspensão do plano de investimentos de 2022 na Eletronuclear, com foco na construção de Angra 3, onde a ELETROBRAS também tem participação.

Dentro do acordo, a ELETROBRAS não precisará mais fazer novos aportes na estatal, exceto em Angra 3, mantendo as negociações nesse sentido em andamento. Os termos serão apreciados por uma câmara de negociação no Supremo Tribunal Federal.

Em meio a essas negociações, em maio de 2023, a AGU apresentou uma ação no STF contestando a privatização da ELETROBRAS. O governo Lula tem como objetivo recuperar o poder de voto da União na empresa, que possuía cerca de 40% das ações, mas apenas 10% dos votos em assembleias de acionistas.

Com o acordo anunciado, as ações da ELETROBRAS apresentaram alta. O ADR da empresa subiu no pré-mercado em Nova York e chegou a subir 3%, sendo negociado a US$ 6,60. Na Bolsa de Valores do Brasil, as ações fecharam em queda de 0,53%, a R$ 37,25.

A ação no Supremo e as negociações entre governo e ELETROBRAS refletem a importância do setor energético para o país. Com as mudanças no cenário político e econômico, o futuro da empresa e do setor elétrico como um todo terão desdobramentos significativos. Acompanhar essas movimentações é fundamental para compreender o mercado de energia no Brasil.

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