Acordo Mercosul-União Europeia: Estratégia Comercial do Brasil em Foco

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A parceria do Mercosul com a União Europeia amplia mercados e integra a estratégia comercial do Brasil, de acordo com o governo. Em uma nota conjunta de ministérios, o acordo é apontado como parte da política de diversificação de exportações e geração de emprego e renda. A assinatura do acordo entre a União Europeia e Mercosul foi comemorada pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, marcando um passo significativo para a criação da maior zona de livre comércio do mundo.

O governo federal destacou que a assinatura do acordo está inserida na estratégia de ampliar e diversificar mercados externos para produtos brasileiros. As negociações comerciais também não se limitam à parceria com a União Europeia, abrangendo acordos com outros países e blocos, como Singapura, Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), Emirados Árabes Unidos, Canadá, Vietnã e Índia.

Apesar da importância do acordo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não esteve presente na cerimônia de assinatura, sendo representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. O tratado entre o Mercosul e a União Europeia prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, abrangendo áreas como bens industriais, agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

O Brasil é responsável por mais de 82% de todas as importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco sul-americano para a União Europeia. Lula recebeu a presidente da Comissão Europeia na última sexta-feira no Rio de Janeiro, mencionando os desafios ao longo dos 25 anos de negociações para o acordo.

A parceria vai além da dimensão econômica, compartilhando valores como respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Com a assinatura do acordo, espera-se uma maior integração entre os mercados dos dois blocos, bem como a redução de tarifas e ampliação do fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro.

Apesar da relevância do acordo, o processo de ratificação pelos parlamentos dos países envolvidos ainda precisa ser concluído para que entre em vigor. O texto do tratado estabelece regras comuns para diversas áreas e passará por um processo longo e politicamente sensível, principalmente dentro da União Europeia.

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