O caso Epstein continua a provocar polêmica nos Estados Unidos, agora com o parlamentar Robert Garcia acusando o Departamento de Justiça dos EUA de ocultar documentos relevantes sobre uma denúncia de abuso sexual contra o ex-presidente Donald Trump. Segundo as declarações de Garcia, mais de 50 páginas de informações relacionadas à acusação envolvendo um menor de idade foram retidas, levantando questionamentos sobre a transparência do governo em relação a esse caso delicado.
Durante uma coletiva de imprensa no Capitólio, em Washington, D.C., Robert Garcia pediu a divulgação dos arquivos de Epstein, destacando a importância de trazer à tona todas as informações relacionadas a esse escândalo que abala a política norte-americana. A acusação de abuso sexual contra Trump tem sido objeto de intensa especulação e, de acordo com Garcia, a retenção desses documentos apenas intensifica as suspeitas de um possível acobertamento dos fatos.
O deputado democrata ressaltou que os registros de entrevistas do FBI com a mulher que acusa Trump de abuso foram retidos pelo Departamento de Justiça, o que levanta dúvidas sobre a transparência e imparcialidade das autoridades. Ele também mencionou que, dos mais de 3 milhões de documentos liberados sobre Epstein, mais de 50 páginas não foram disponibilizadas, o que desperta preocupações sobre a integridade do processo de investigação.
Ainda segundo Garcia, as informações que foram retidas do público evidenciam o fato de que o FBI tomou as acusações a sério, realizando quatro entrevistas com a mulher em questão. No entanto, apenas o primeiro depoimento foi divulgado, sem detalhar as acusações contra Trump. Isso levanta ainda mais questões sobre a conduta do Departamento de Justiça e sua disposição em esclarecer toda a extensão dessas alegações.
Diante das recentes revelações, o Departamento de Justiça informou que está revisando os documentos relacionados a Epstein para garantir que nada tenha sido retido de forma inadequada. Ainda assim, ressalta que parte do material já divulgado inclui acusações infundadas e sensacionalistas contra Trump. Além disso, o departamento explicou que reteve documentos para proteger a identidade das vítimas de Epstein e não prejudicar investigações em andamento.
Os documentos divulgados até o momento incluem fotos de Trump com mulheres cujos rostos estão borrados, além de um bilhete sugestivo endereçado a Epstein. Esses detalhes lançam luz sobre a complexidade desse caso e as ramificações que ele pode ter na esfera legal e política dos Estados Unidos. Enquanto a Casa Branca nega qualquer envolvimento de Trump com os crimes de Epstein, a controvérsia em torno desse tema parece longe de chegar a uma conclusão definitiva.




