Adilsinho: prisão do bicheiro ligado à máfia do cigarro e crime organizado no RJ

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Quem é Adilsinho, bicheiro ligado a cassinos ilegais, à máfia do cigarro e à cúpula do crime organizado

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (26).

Bicheiro Adilsinho foi preso em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos do RJ

Bicheiro Adilsinho foi preso em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos do RJ

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é apontado em investigações como um dos principais responsáveis pela máfia do monopólio dos cigarros ilegais do Rio e era um dos bicheiros mais procurados do estado do Rio. Ele foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (26).

Adilsinho tinha ao menos três mandados de prisão em aberto. A defesa dele ainda não se posicionou sobre a prisão.

Ao longo dos últimos anos, o nome de Adilsinho também foi associado a: Jogo do bicho; Escolas de samba; Clube de futebol; Festa luxuosa no Copacabana Palace.

Adilsinho é apontado como controlador de parte do jogo do bicho em uma área importante da Região Metropolitana do Rio. Recentemente, segundo apurou a TV Globo, expandiu os negócios tomando áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital, que eram controladas pelo bicheiro Bernardo Bello, que está foragido e teria perdido força no cenário.

No mundo da contravenção, Adilsinho defende a criação de uma “nova cúpula” do jogo do bicho. Assim como os antigos bicheiros, quer uma escola de samba pra chamar de sua. No mês passado, ele assumiu a presidência de honra do Salgueiro.

Uma conversa interceptada pela polícia indica, segundo investigados, o poder de Adilsinho no mundo do bicho e sua influência no negócio dos cigarros ilegais.

No diálogo apreendido pela polícia, fala-se sobre a ambição da máfia do cigarro e a influência de Adilsinho no cenário do bicho.

Em 2023, seguranças de Adilsinho foram alvos de uma operação por suspeita de participação em 8 homicídios, no Rio e no Maranhão. Entre os crimes, está o assassinato de Catiri. Vários dos investigados são policiais.

Investigações das polícias Civil do RJ e Federal apontam Adilsinho como homem por trás do monopólio da venda de cigarro ilegal no Rio. Os detalhes de como age a quadrilha que ele foi acusado de chefiar foram revelados por duas investigações recentes – do Gaeco, órgão do Ministério Público do Rio, e da Polícia Federal.

A receita para a notoriedade de Adilsinho também inclui luxo e futebol. Em 2010, Adilsinho fundou um clube, o Clube Atlético Barra da Tijuca, agremiação que chegou a disputar divisões inferiores do campeonato estadual.

Em 2021, durante a pandemia de Covid-19, uma festa de Adilsinho no Copacabana Palace chamou a atenção pela aglomeração, em tempos de distanciamento social, e pela lista de convidados ilustres. Famosos como Ludmilla, Gusttavo Lima, Alexandre Pires e Mumuzinho foram contratados para cantar no evento. A festa custou R$ 4 milhões, segundo apuração da TV Globo.

Na época, procurada pela TV Globo, a defesa afirmou apenas que “reitera a inocência” de Adilsinho.

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