Adolescente ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina e vai representar o Brasil na Copa do Mundo de Dança: ‘Inspiração’, diz professora
Gabriela Fujikawa, de 15 anos, garantiu a vaga ao conquistar o 1º lugar em sua categoria no “World Cup Latinoamérica”. Com a conquista, ela poderá participar da “Dance World Cup”, que será realizada entre os dias 8 e 18 de julho de 2026, em Dublin, na Irlanda. Ao DE, ela conta a sua história na dança.
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Dançarina de Garça representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina
2026 é ano de Copa do Mundo… de Dança. E o Brasil estará representado na competição que será disputada em Dublin, na Irlanda, pela adolescente Gabriela Fujikawa, de 15 anos.
A dançarina de Garça, no interior de SP, garantiu a vaga ao conquistar o primeiro lugar em sua categoria no “World Cup Latinoamérica”, realizado em Tigre, na Argentina.
Representando a escola Jéssica Bortalieiro, Gabriela se destacou entre competidores de diversos países e ainda recebeu o prêmio especial de melhor bailarina do evento.
Com a conquista, ela poderá participar de um dos maiores torneios de dança do mundo: a “Dance World Cup”, que será realizada entre os dias 8 e 18 de julho de 2026.
O ano de 2025 foi especial para Gabriela, que estreou em palcos internacionais e acumulou conquistas importantes também fora das competições, como bolsas de estudo na Europa e nos Estados Unidos.
A seguir, o DE conta a história de amor da bailarina com a modalidade e os planos para uma carreira, que já começou promissora, na dança.
1 de 5 Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
NA PONTA DOS PÉS
Foi nas salas de dança da Escola Municipal de Cultura Artística “Amélio ‘Naná’ Zancopé” (Emca), em Garça, que Gabriela deu os primeiros passos no ballet, ainda aos cinco anos.
O que começou com apresentações em grupo no fim do ano evoluiu para performances solo. Com o tempo, a bailarina passou a explorar outras modalidades, como jazz e contemporâneo, e fez da dança uma parte essencial da rotina.
Gabriela seguiu o passo das amigas de escola, que já faziam ballet na Emca, e pediu para a mãe levá-la para participar de uma aula experimental. “A partir desse dia, eu nunca mais larguei a dança. Nunca tive o pensamento de parar algum dia”, afirma.
A mãe, Adriana Fujikawa, relembra que a identificação com a modalidade foi imediata e que ali a filha encontrou sua verdadeira paixão.
> “Desde pequenininha, ela se dedicou muito. A mãozinha tinha que estar na posição correta, o pé também, senão ela não ficava satisfeita, sabe? Ela sempre foi muito crítica em relação à dança dela e acho que fez ela se desenvolver mais ainda”, conta mãe de Gabriela em entrevista ao DE.
2 de 5 Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
Com o passar dos anos, as técnicas foram se aperfeiçoando e as oportunidades em festivais e competições regionais começaram a surgir.
> “A gente sempre procura apoiar, acompanhar, incentivar… Porque as inscrições para os festivais, as sapatilhas de ponta, as roupas, os uniformes, eles não são baratos, eles têm um custo bem elevado. Então a gente sempre tenta fazer das tripas e o coração para ela participar, pois é onde ela se realiza, né? O palco é a casa dela, onde ela se sente bem”, relata.
Além da satisfação pessoal, Gabriela também destaca o lado social e as portas que a dança abriu em sua vida.
“Minha parte favorita são as pessoas que ela me apresentou, eu fiz várias amizades que vou levar para a vida. Outra parte também são as oportunidades de ir para o exterior e mostrar para outras pessoas a minha arte”, conta em entrevista ao DE.
3 de 5 Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
PELO MUNDO
Aos 13 anos, Gabriela ampliou os estilos de dança e passou a fazer aulas particulares com a professora Jéssica Bortalieiro, em um estúdio da cidade.
Com uma base sólida feita na escola municipal e os ensaios frequentes com a professora, não demorou para os resultados aparecerem, com a conquista de mais de 15 medalhas em festivais de Marília (SP), Pompeia (SP), Barra Bonita (SP) e Campos do Jordão (SP).
4 de 5 Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
> “É inspirador ter uma aluna como ela ao meu lado, uma aluna que, além de ser talentosa, não espera que tudo caia de bandeja no seu colo. Nada foi por sorte, tudo foi trabalho. Ela sabe a importância das aulas e sabe onde quer chegar”, pontua Jéssica em entrevista ao DE.
Ao estreiar em competições internacionais, Gabriela também ganhou bolsas de estudo e residências artísticas após se destacar em apresentações no Brasil, em Portugal, na Argentina, na França, na Irlanda e nos Estados Unidos.
Para viabilizar as viagens, Gabriela e a família promovem vaquinhas, vendas de doces e buscam patrocínios, já que muitas bolsas não cobrem todos os custos.
“Pelo rumo que está tomando a história dela e a sua trajetória na dança, eu acho que vai ser inevitável que ela se torne uma bailarina profissional e que, futuramente, ela tenha isso como profissão mesmo, não como um passatempo”, conta Adriana.
Para a professora, o talento da aluna vai além do interior paulista.
> “Gabriela é brilhante, não consigo imaginar ela com a gente por muito tempo. Ver ela brilhar, ver toda a felicidade dela, é pura inspiração para mim e para as colegas dela”, finaliza.
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Dançarina de Garça (SP) representa Brasil e ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina — Foto: Arquivo pessoal
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