BRASÍLIA (DF) — Um adolescente de 15 anos sentiu uma ferroada aguda na perna assim que pisou na escola, no Guará. O algoz estava camuflado dentro da própria calça jeans: um escorpião. O susto foi tamanho que o jovem correu para avisar os professores e os bombeiros que fazem apoio à unidade cívico-militar.

O estudante foi levado às pressas ao Hospital Regional do Guará (HRGu). Após atendimento, recebeu alta e já voltou às aulas. O caso ocorreu no dia 25 de junho, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 04 do Guará, no DISTRITO FEDERAL. A Secretaria de Educação informou que a picada aconteceu durante o trajeto do transporte escolar.

Escorpião no bolso e a corrida contra o tempo

Segundo relatos, o animal estava preso no bolso da calça do menino. A cena chamou a atenção de quem estava por perto: o jovem sentiu o ataque e instantaneamente pediu socorro. A Vigilância Sanitária foi acionada e fez vistorias na casa do estudante, em outras 16 residências da mesma rua e também na escola.

“Foram repassadas orientações aos moradores e à comunidade escolar sobre medidas de prevenção e controle de escorpiões”, disse a pasta em nota. O caso reacendeu o alerta para a proliferação desses aracnídeos no Distrito Federal.

Outra vítima fatal acende alerta

O episódio com o adolescente acontece semanas após uma tragédia. No domingo (5), Valentina Nobre Lima, de 11 anos, morreu após ser picada três vezes por um escorpião. O acidente ocorreu no dia 11 de junho. A menina ficou intubada e em coma induzido, mas não resistiu.

A dor da família ecoou em toda a região. Dados da Secretaria de Saúde mostram que, de janeiro a junho deste ano, foram 1,9 mil casos de picada de escorpião no DF — número 6,4% maior do que no mesmo período do ano passado. O crescimento assusta moradores e autoridades.

O que fazer para se proteger

A Vigilância Sanitária orienta que a população mantenha quintais limpos, evite acúmulo de entulho e vede frestas em paredes e rodapés. Escorpiões costumam se esconder em sapatos, roupas e cantos escuros. Bater calçados e roupas antes de vestir é uma medida simples que pode salvar vidas.

No caso da escola do Guará, a reação rápida dos professores e bombeiros foi decisiva. O adolescente passa bem e já retomou a rotina de estudos. A comunidade escolar, no entanto, segue em alerta.