BRASÍLIA (DF) — Um adolescente de 15 anos levou um susto que quase virou tragédia ao sentir uma picada repentina enquanto entrava na escola, no Guará, na manhã de 25 de junho. O que ele não sabia era que um escorpião estava escondido no bolso de sua calça jeans, pronto para atacar.
O jovem, aluno do 9º ano, gritou de dor e correu para avisar os professores e os bombeiros que faziam apoio na escola cívico-militar. Segundos depois, foi levado às pressas para o Hospital Regional do Guará (HRGu). A reação rápida salvou sua vida: ele já recebeu alta e voltou às aulas.
O incidente, ocorrido no DISTRITO FEDERAL, expõe um perigo silencioso que ronda a rotina dos brasilienses. A Secretaria de Educação confirmou que a picada aconteceu durante o trajeto do transporte escolar, e o escorpião só foi descoberto quando o adolescente abriu a mochila e encontrou o animal morto no bolso.
O susto que mobilizou uma escola inteira
Testemunhas contam que o menino manteve a calma impressionante. Assim que sentiu a dor, ele avisou em voz alta e foi amparado por uma equipe que já estava preparada para emergências. “Ele é um guerreiro”, disse um familiar, emocionado, aos veículos de comunicação. O caso gerou comoção entre os colegas, que fizeram correntes de oração.
A Vigilância Sanitária não perdeu tempo. A equipe vistoriou a residência do estudante, 16 casas vizinhas e a própria unidade escolar. Durante as inspeções, foram dadas orientações sobre como evitar novos ataques. “É preciso selar ralos e frestas, além de manter o lixo bem fechado”, alertou um agente.
O perigo que não dá trégua no Distrito Federal
Esse não foi um caso isolado. Apenas uma semana antes, Valentina Nobre Lima, de 11 anos, morreu após ser picada três vezes por um escorpião em casa. Ela ficou intubada e em coma induzido, mas não resistiu. A tragédia acendeu um alerta na comunidade.
Os números assustam: de janeiro a junho deste ano, foram 1,9 mil casos de picada de escorpião no DF — um aumento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2024. A Secretaria de Saúde reforça que, ao menor sinal de ataque, a vítima deve ser levada imediatamente ao hospital. “O soro antiescorpiônico é eficaz se aplicado rápido”, explicou um médico.
Enquanto isso, a família do adolescente do Guará respira aliviada. O menino já está em casa, mas o medo ficou. “Ele não quer mais usar calça sem antes verificar os bolsos”, brincou o pai, tentando aliviar a tensão. A comunidade escolar, porém, segue em alerta — e pede mais ações de prevenção.



