Adolescente encontrada morta em SC é homenageada em formatura; pai suspeito é condenado por estupro.

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Adolescente achada morta foi homenageada em formatura em SC enquanto estava desaparecida; leia discurso

Corpo de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, foi encontrado em uma pequena cidade pouco mais de 45 dias após desaparecer em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A jovem Isabela Miranda Borck, de 17 anos, encontrada morta após ficar 45 dias desaparecida em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, chegou a ser homenageada pelo colégio onde estudava enquanto ainda era procurada.

O corpo dela foi encontrado na última sexta-feira (16) em uma área de mata em Caraá (RS), cidade a mais de 470 quilômetros de onde foi vista pela última vez. O pai dela e suspeito do crime havia sido preso em dezembro, após fugir para Maracaju (MS). Na semana passada, ele foi transferido para Itajaí. As investigações continuam.

Natural de Jaraguá do Sul, no Norte do estado, Isabela morava em Itajaí com a mãe e o irmão e tinha acabado de concluir o Ensino Médio. No discurso de formatura, a escola lembrou a personalidade calma da jovem, seu talento para desenho e ressaltou o carinho da comunidade escolar por Isabela.

O colégio onde a adolescente estudava desde 2015 também compartilhou uma nota de pesar, junto a uma foto da jovem, lamentando a morte da ex-aluna.

O pai da adolescente de 17 anos teria matado Isabela por vingança após ter sido condenado por estuprá-la, segundo a Polícia Civil, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19). O homem, que não teve o nome divulgado, havia sido condenado pelo estupro da filha pouco antes do início das buscas. De acordo com o delegado Roney Péricles, embora ele não tenha confessado, as investigações indicam que havia intenção de matar a adolescente e que o crime ocorreu ainda em Itajaí.

Em depoimento à Polícia Civil, o homem, que estava morando em Caraá (RS) na época do desaparecimento, disse que foi até a casa da vítima em Itajaí, após a condenação, para sequestrar a filha e a mãe dela para o Rio Grande do Sul e entender por que estava respondendo àquele processo.

“Ele queria encontrar tanto a mãe da adolescente como a adolescente para esclarecer aquilo que, na fala dele, teria sido uma injustiça — ou seja, uma condenação que havia sido publicada há uma semana, aproximadamente, antes desse desaparecimento da adolescente”, esclareceu o delegado.

O homem, de acordo com a Polícia Civil, responde por feminicídio e ocultação de cadáver.

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