Advogada argentina acusada de racismo usa tornozeleira eletrônica

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Advogada argentina investigada por racismo coloca tornozeleira eletrônica

A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária
(SEAP).

A argentina Agostina Paez, acusada de gestos racistas contra funcionários de um
bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, instalou a tornozeleira eletrônica nesta quarta-feira (21). A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária
(SEAP).

A medida é uma das previstas na decisão da Justiça sobre o caso, que aconteceu
no dia 14 de janeiro, envolvendo a advogada e influenciadora Agostina. Ela não poderá deixar o Brasil.

Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema

Na noite de terça-feira (20), ela fez um registro na Polícia Civil por ameaças e
injúrias sofridas após o episódio no bar em Ipanema.

Ela alega que três homens foram até seu apartamento quando ela não estava lá, se
passando por policiais e perguntando por ela. O caso está sendo investigado pela
Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat).

Ao DE, Agostina afirmou que vazaram o endereço do apartamento onde ela estava
hospedada com amigas. Ela diz ter sido avisada por quem alugou o local sobre a
presença de três homens procurando por ela:

“Disseram que a polícia me procurava, e a polícia não está me procurando porque
estou em contato constante com eles. E, de fato, essas pessoas se fizeram
passar”, disse Agostina.

“As câmeras do local já foram solicitadas pelo meu advogado, assim posso
comprovar a minha versão dos fatos”, acrescentou.

À polícia, ela também falou sobre ameaças de agressão nas redes sociais após o
episódio na Zona Sul do Rio. “Não sou racista”, afirmou ela.

Procurada, a Polícia Civil confirmou o inquérito, mas diz que Agostina, durante
seu depoimento, não falou de policiais ou supostos policiais terem invadido seu
apartamento.

POLÍCIA QUER TERMINAR CASO ATÉ QUINTA-FEIRA

Na segunda-feira, a 11ª DP (Rocinha) do Rio ouviu novamente a vítima e espera
concluir até quinta-feira (22) o inquérito que apura a acusação de racismo
contra a argentina Agostina Páez, de 29 anos.

Segundo o delegado Diego Salarini, titular da 11ª DP (Rocinha), o procedimento
será encaminhado ao Ministério Público ainda nessa semana após a realização de novas diligências.

Agostina já prestou depoimento à polícia e disse ter ficado surpresa com a
intimação. Segundo ela, os gestos teriam sido uma “brincadeira” direcionada às
amigas, e não ao funcionário do bar.

A versão, no entanto, é contestada pelas imagens que circulam nas redes sociais,
nas quais a advogada aparece chamando o funcionário de “mono” — termo em
espanhol que significa “macaco”, associado a uma ofensa racial — e imitando um
macaco.

Ao DE, a advogada afirmou que teria sido provocada por atendentes do bar, que,
segundo ela, fizeram gestos obscenos e tentaram enganá-la no pagamento da conta. Ainda assim, admitiu que errou.

“Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser provocada foi errada, mas eu nem sabia que eles estavam nos observando. Não sabia que era crime no Brasil”, afirmou.

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