Advogada, influencer e filha de empresário: quem é Agostina Paez, argentina
investigada por gestos racistas no Rio
De acordo com o portal espanhol La Nacion, ela também é filha de um empresário
do ramo de transportes na Argentina. Mariano Páez passou pouco mais de um mês
preso no fim do ano passado por violência de gênero, segundo informações do site
argentino Info del Estero.
Agostina Páez é uma argentina de 29 anos que, em sua passagem pelo Rio, acabou
investigada por racismo após ser filmada imitando um macaco para um funcionário
de um bar em Ipanema.
[https://de.de/de/noticia/2026/01/18/argentina-investigada-por-gestos-racistas-disse-a-policia-que-imitacao-de-macaco-era-brincadeira.ghtml]
Ela foi indiciada e teve o passaporte apreendido, além de ter sido obrigada a
usar tornozeleira eletrônica pela Justiça.
Páez é advogada e influenciadora digital. No instagram, conta que foi
desativada, ela tinha 40 mil seguidores. No Tiktok, ela tem, atualmente, 78 mil,
mas privou a conta.
De acordo com o portal espanhol La Nacion, ela também é filha de um empresário
do ramo de transportes na Argentina. Mariano Páez passou pouco mais de um mês
preso no fim do ano passado por violência de gênero, segundo informações do site
argentino Info del Estero.
Ele foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a
advogada Estefanía Budan, e posteriormente colocado em liberdade com medidas
cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Quem é Agostina Paez, argentina investigada por gestos racistas no Rio
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Quem é Agostina Paez, argentina investigada por gestos racistas no Rio
No contexto desse caso, Agostina também entrou com uma ação judicial contra
Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital. Em entrevistas à
imprensa argentina, ela afirmou que não presenciou os episódios atribuídos ao
pai e declarou que sua iniciativa judicial teve como objetivo proteger a si
mesma e a irmã de exposições nas redes sociais. Ela disse ainda que o pai deve
pagar pelos atos cometidos.
No dia 14 de janeiro, de férias no Rio, ela foi flagrada em um vídeo chamando
funcionários de um bar na Zona Sul de “mono”, macaco em espanhol, e imitando o
animal (veja mais detalhes do caso mais abaixo).
Advogada argentina é acusada de racismo contra atendente de bar
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Advogada argentina é acusada de racismo contra atendente de bar
Em depoimento à polícia ela disse que ficou surpresa com a intimação após ter
sido acusada de fazer gestos racistas
[https://de.de/de/de/noticia/2026/01/17/policia-apreende-passaporte-advogada-racismo-ipanema.ghtml].
Segundo ela, o ato seria uma “brincadeira” direcionada às suas amigas.
Ao de [https://de.de/de/rj/rio-de-janeiro/], a argentina disse que os
atendentes fizeram gestos obscenos para ela e que tentaram a enganar. Ela ainda
afirmou que não sabia que os gestos dela eram crime.
“A verdade é que eles fizeram gestos obscenos para mim (…) e que tentaram me
enganar. Mas eu nego categoricamente que os gestos ofensivos tenham sido
dirigidos a eles”, argumentou Agostina.
Ainda em contato com a reportagem, ela admitiu que errou ao fazer os gestos
racistas.
> “Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser
> provocado com gestos obscenos foi errada, mas eu nem sabia que eles estavam
> nos observando. Não sabia que era crime no Brasil”, disse.
IMPEDIDA DE SAIR DO BRASIL
A pedido da 11ª DP (Rocinha), que investiga o caso, a Justiça determinou a
apreensão do passaporte da argentina e pediu que ela fosse monitorada com o uso
de tornozeleira eletrônica.
Como ela entrou no Brasil apenas com a carteira de identidade, a Polícia Federal
foi informada para impedir que ela deixe o Brasil com o documento.
Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema
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Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema
ENTENDA O CASO
O caso aconteceu em um bar na última quarta-feira (14). A vítima contou na
delegacia que a mulher teria lhe apontado o dedo e proferido ofensas de cunho
racial, ao chamá-lo de “negro” de forma pejorativa e discriminatória.
A discussão aconteceu por conta de um suposto erro no pagamento da conta. O
funcionário foi verificar as câmeras do estabelecimento e, neste momento, a
mulher imitou um macaco e reproduziu os sons do animal.
Ela também proferiu a palavra “mono”, utilizada para se referir a negros na
língua espanhola como uma ofensa, em referência a macacos.
A mulher foi à delegacia, teve o passaporte retido e foi encaminhada ao sistema
prisional para colocar a tornozeleira.
A de e a TV Globo tentaram contato com a defesa de Agostina, mas ela não
respondeu às mensagens.




