Advogada foi 1ª paciente com mais de 60% do corpo queimado a sobreviver em hospital no PR: ‘Desafio gigante’
O caso da Juliane, que permaneceu três meses internada na UTI após salvar família de incêndio, é considerado um dos mais complexos na história do hospital.
Advogada é a primeira sobrevivente com mais de 60% do corpo queimado em hospital no PR
Advogada é a primeira sobrevivente com mais de 60% do corpo queimado em hospital no PR
A advogada Juliane Vieira, de Cascavel (PR), se tornou a primeira paciente do Hospital Universitário de Londrina a sobreviver e deixar a UTI andando após chegar à unidade com mais de 60% do corpo queimado.
A unidade que é referência no tratamento de queimados no Paraná tem mais de 100 profissionais altamente especializados, como cirurgiões plásticos, intensivistas, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas. O caso da Juliane, que permaneceu três meses internada na UTI, é considerado um dos mais complexos na história do hospital.
> “Foi uma vitória muito comemorada por todos, porque ela exigiu um esforço da equipe e quando a gente ganha o jogo, todo mundo junto, a gente comemora com mais alegria” , ela diz.
O incêndio aconteceu em 15 de outubro de 2025, no apartamento onde Juliane morava com a mãe e o primo.
> “Na hora que ela chegou, ele disse: ‘Meu Deus, o desafio vai ser gigantesco.’ Quando eu vi os membros inferiores queimados, eu falei: de onde nós vamos conseguir pele para essa menina?” , conta Xenia Tavares, cirurgiã plástica.
Apenas a cabeça e parte das costas da Juliane não sofreram queimaduras graves. Ela teve que passar por quase 20 procedimentos cirúrgicos: enxertos, transplante de pele e raspagem.
> “Nós temos vitórias pequenas e grandes ao longo do ano, mas um paciente com 63% de área queimada, a maior parte espessura profunda e conseguir sair andando, para nós foi realmente uma grande vitória”.
A força muscular de Juliane, atleta de CrossFit e a confiança dela foram parte fundamental da recuperação.
> “Ela é uma pessoa muito querida, Ju, ela sempre sorriu muito, eu ainda brincava com ela, falava Ju, você tem um dos sorrisos mais bonitos que eu já vi”, diz a médica intensivista e coordenadora médica do CTQ, Maria Carolina Bertan Barutt.
Em primeira entrevista após o acidente, Juliana agradeceu os cuidados recebidos pela equipe médica.
> “Eu tenho muita gratidão às minhas médicas, as enfermeiras, enfermeiras que cuidaram de mim com tanto carinho, com tanto amor, com tanto cuidado. Sempre fizeram de tudo para que eu me sentisse bem”, diz Juliana.




