Internada há 3 meses, advogada que salvou família em incêndio no PR está consciente e respira naturalmente, diz hospital
Juliane Vieira teve 63% do corpo queimado no incêndio no apartamento, em Cascavel, em outubro de 2025. O hospital Universitário de Londrina afirma que advogada não tem previsão de alta.
Juliane Vieira, de 29 anos, está consciente e respirando naturalmente. A advogada está internada no Hospital Universitário (HU) de Londrina, no norte do Paraná, desde o dia 15 de outubro de 2025, quando ficou gravemente ferida ao salvar a mãe e o primo de 4 anos durante um incêndio no prédio onde moravam, no centro de Cascavel, no oeste do estado.
A informação foi confirmada ao DE pela assessoria do hospital, nesta terça-feira (14). A nota ainda diz que não há previsão de alta.
Em dezembro de 2025, a mãe de Juliane, Sueli Vieira, informou com exclusividade à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que a jovem estava acordando aos poucos do coma induzido e conseguindo se comunicar com familiares. Para apresentar essa melhora, foram quase dois meses de internação no Centro de Tratamento de Queimados, que é referência no estado para atendimento a pacientes com queimaduras.
A advogada teve 63% do corpo queimado no incêndio, que completa três meses nesta quinta-feira (15). Em novembro de 2025, a Polícia Civil concluiu a investigação e apontou que o incêndio não foi intencional e não há sinais de crime. Segundo o laudo pericial, as chamas começaram na cozinha do apartamento.
O incêndio aconteceu na manhã de 15 de outubro, em um apartamento no 13º andar, no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country, em Cascavel. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram Juliane do lado de fora do prédio, pendurada em um suporte de ar-condicionado, tentando resgatar a família. No apartamento, estavam a mãe dela, Sueli, de 51 anos, e o primo, Pietro, de 4 anos. Após conseguir ajudar os dois, Juliane foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Ela sofreu queimaduras em 63% do corpo.
Juliane é advogada e mora em Cascavel. “A Ju sempre foi prática, de resolver as coisas. O fato de ter salvado a mãe e o primo resume bem quem ela é”, afirma Jeferson Espósito, amigo da vítima. O amigo destaca como outra característica marcante de Juliane a capacidade de superar situações difíceis.
Juliane também praticava crossfit. Amigos disseram que ela sempre gostou de fazer publicações nas redes sociais mostrando uma rotina saudável e de exercícios físicos.




