Advogado com nanismo denuncia discriminação em teste de aptidão física

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Advogado com nanismo diz que foi discriminado em teste de aptidão físic

A prova em que o advogado com nanismo Matheus Menezes, de 25 anos, foi desclassificado de concurso não previa adaptação para condições individuais. A informação foi dada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela banca de avaliação dos Exames Biofísicos. Afirma que pediu adaptação no Teste de Aptidão Física (TAF), mas teve o pedido ignorado e acabou eliminado na etapa.

De acordo com a nota divulgada pela FGV, o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09/01/2026, previu expressamente que não haveria adaptação dessa etapa às condições individuais dos candidatos, disposto no item 1.19 do edital.

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Segundo uma nota da Polícia Civil de Minas Gerais, o candidato foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, mas foi considerado inapto na etapa dos exames biofísicos.

ELIMINAÇÃO

O advogado Matheus Menezes disse que participou do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O candidato, que tem nanismo, diz ter sido vítima de discriminação.

PEDIDO DE ADAPTAÇÃO

Segundo Matheus, a banca poderia ter feito mudanças simples para permitir que ele realizasse o teste de forma compatível com sua condição.

Como não atingiu a marca mínima exigida no salto, Matheus não pôde concluir as outras provas do TAF. Segundo o advogado relatou, ele apresentou laudos médicos à organização do concurso e que havia solicitado formalmente a adaptação das provas físicas antes da realização do teste.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o candidato foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, mas foi considerado inapto na etapa dos exames biofísicos.

Segundo a corporação, os testes físicos estão previstos no edital e têm o objetivo de verificar se o candidato possui condições físicas compatíveis com as atividades do cargo de delegado.

A instituição também afirmou que o concurso segue as regras legais e que candidatos com deficiência podem participar do certame, desde que atendam aos critérios estabelecidos.

Nota completa da Fundação Getúlio Vargas

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