Advogado que espancou ex-namorada é preso com arma e munições em carro
Policiais militares da Rotam prenderam Josué Calebe durante um patrulhamento. Ele alegou que é CAC e que é sócio de clube de tiro
O advogado de 30 anos que espancou e ameaçou a ex-namorada foi preso nessa quinta-feira (3/4) por policiais militares da Rotam (PMDF) com arma e munições em um carro. Ele foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde foi autuado por posse irregular de arma de fogo.
Josué Calebe Ribeiro Sant’anna (foto em destaque) tem um histórico de ameaças, perseguição e agressões contra a ex, uma advogada de 33 anos. Por esses crimes, ele é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).
A prisão dessa quinta foi feita por policiais que estavam à procura de um veículo produto de roubo, próximo à antiga rodoferroviária. Josué Calebe passou com um carro com as mesmas características e foi parado. Durante a abordagem, os militares encontraram uma arma e munições com o advogado. Questionado, ele disse que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e que a arma é do acervo do clube de tiro que ele é sócio.
Sem apresentar o registro da arma, ele foi levado para a delegacia. A arma e as munições foram apreendidas. Josué Calebe também teria desrespeitado a autoridade policial, além de apresentar falas desconexas.
Entenda as acusações de agressão contra Josué Calebe: A ex do agressor relatou à polícia que Calebe bateu nela na noite de 5 de março, quando ambos estavam em casa; O homem se descontrolou quando a advogada se negou a ir deitar com ele. Diante da negativa, o agressor a puxou pelo braço e a enforcou; Três dias depois, os episódios de violência continuaram, inclusive dentro de uma igreja; Em 9 de março, Calebe começou a gritar dentro do templo e acusar a namorada de ter relações extraconjugais; Em fúria, o advogado gritou dizendo que a mulher apanharia mesmo dentro da igreja e seguiu dando tapas e torcendo o braço dela; A vítima contou com a ajuda de uma pastora para se esconder em um local seguro na igreja e escapar do agressor, antes que ele a pegasse; Após as agressões na igreja, a advogada seguiu para uma lanchonete na companhia de amigos, em Arniqueiras. Transtornado, Calebe cercou a mulher dentro do estabelecimento e tentou puxá-la para fora do local; O advogado bradava que sabia onde a mãe da vítima trabalhava e que iria matá-la; Ela contou em depoimento que costumava levar tapas e passar por sessões de enforcamentos, além de ser jogada na cama e xingada; Para escapar das surras, a advogada tentou fugir do agressor pela janela do apartamento, colocando a própria vida em risco; Ela requereu medidas protetivas de urgência contra o advogado.