Agente infiltrado vaza informações sobre segurança de Lula para golpistas: PF investiga. Áudios revelam esquema que envolve agentes e membros do governo.

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A Polícia Federal identificou que um agente infiltrado vazou informações sobre a segurança do ex-presidente Lula para pessoas ligadas a grupos golpistas. Áudios obtidos durante a investigação mostram o agente Wladimir Matos Soares, preso em novembro de 2024, repassando dados sobre a estrutura de segurança de Lula para o então assessor do Presidente da República, Sérgio Rocha Cordeiro. A PF identificou que as mensagens foram enviadas um dia após a diplomação do atual chefe do Executivo.

No áudio divulgado, o agente relata possíveis invasões de pessoas não identificadas alegando serem da Polícia Federal nos hotéis onde Lula estaria hospedado. Além disso, ele menciona que Misael Melo da Silva, membro da equipe de segurança de Lula, teria vínculos com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e que uma equipe do Comando de Operações Táticas (COT) da PF estava sendo acionada devido a uma tentativa de invasão à sede da PF em Brasília.

As investigações revelaram que o agente Wladimir Matos Soares compartilhou informações que poderiam subsidiar ações golpistas, auxiliando uma organização criminosa. Em uma das mensagens, ele afirma estar preparado para defender o Palácio e o Presidente, evidenciando sua adesão ao intento golpista. A Procuradoria Geral da República denunciou 34 pessoas, incluindo Wladimir Matos Soares, por golpe de Estado, organização criminosa, entre outros crimes.

Os áudios gravados durante a investigação da PF, juntamente com as informações sobre o policial federal infiltrado, constam no relatório que descreve as ações de monitoramento de Lula em meio ao plano de assassinato do então presidente eleito. A PF ressaltou que o agente, ao repassar dados sobre a segurança de Lula para pessoas ligadas ao então presidente Jair Bolsonaro, demonstrou aderência ao intento golpista em andamento naquele momento.

Dessa forma, as investigações apontam para a participação do agente infiltrado no vazamento de informações sensíveis que poderiam comprometer a segurança de Lula e favorecer a ação de grupos golpistas. O caso levantou debates sobre a segurança e a integridade das instituições em meio a um cenário político conturbado. A divulgação dos áudios e a denúncia da PGR geraram repercussão nacional, destacando a gravidade dos acontecimentos envolvendo agentes públicos.

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