Agro do Brasil: ‘tarifaço’ dos EUA pode ser oportunidade, diz Fávaro

agro-do-brasil3A-tarifaco-dos-eua-pode-ser-oportunidade2C-diz-favaro

Agro do Brasil é competitivo e pode transformar ‘tarifaço’ de DE em oportunidade, diz Fávaro

Ministro da Agricultura lamenta ações do governo norte-americano, mas diz que país tem condições de lidar com a sobretaxa de 10% anunciada na quarta-feira.

As tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos podem ser oportunidade para o agronegócio do Brasil, que é “muito competitivo”, afirmou nesta quinta-feira (3) o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, antes de evento um sobre etanol de milho em Mato Grosso.

Nesta quarta-feira (2), o presidente Donald Trump determinou que o país passará a cobrar uma taxa de, no mínimo, 10% sobre os produtos importados do Brasil a partir do próximo sábado (5), como parte do decreto que estabelece tarifas recíprocas aos parceiros comerciais dos EUA.

Segundo Fávaro, as ações do governo de Donald Trump podem, “infelizmente”, atrapalhar os mercados internacionais.

> “Mas o Brasil tem competência e certamente vai saber usufruir disso e fazer disso uma grande oportunidade”, afirmou o ministro, que participa nesta quinta-feira de conferência sobre etanol de milho. “O Brasil é muito competitivo, principalmente na agropecuária.”

Fávaro admitiu também que a alta da taxa Selic desafia a chamada equalização de juros para o Tesouro subsidiar as taxas do próximo Plano Safra.

Como alternativa, Fávaro disse que o governo brasileiro vai priorizar, no próximo Plano Safra, os agricultores médios, seguindo as ações já realizadas para os pequenos produtores com o objetivo de garantir a produção de alimentos a baixos custos para a população, em meio a preocupações inflacionárias.

“Vamos dar prioridade ao Pronamp (médios produtores), muito parecido aos moldes do Pronaf, que é agricultura familiar”, disse o ministro.

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp