O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, emitiu duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um evento realizado neste sábado (17), por ocasião do Eid al-Mab’ath. Khamenei responsabilizou Trump pelos distúrbios recentes no país, afirmando que Washington incentivou a violência que resultou em mortes e danos à nação persa. Durante seu discurso, o líder iraniano classificou o presidente dos EUA como um criminoso, apontando diretamente para sua atuação na instigação dos protestos.
Segundo Ali Khamenei, os distúrbios foram provocados por um plano concebido fora do país, com os Estados Unidos sendo responsabilizado pela instabilidade na região. O líder religioso destacou a mobilização popular ocorrida em 12 de janeiro como um ponto de virada, afirmando que a nação iraniana conseguiu quebrar a espinha do plano arquitetado por agentes externos. Ele ressaltou a importância de compreender a natureza e os objetivos por trás dos distúrbios para evitar futuras crises.
Durante a cerimônia, Ali Khamenei destacou a importância do Mab’ath como um marco fundamental na civilização islâmica, reforçando princípios como igualdade, justiça e fraternidade. O líder supremo do Irã ainda criticou as sociedades ocidentais atuais, descrevendo-as como imersas em corrupção moral, injustiça e opressão. Ele apontou que a política de Washington seria retomar o controle sobre o Irã em todos os aspectos, incluindo militar, político e econômico.
Em relação aos episódios de instabilidade, Ali Khamenei classificou os distúrbios como uma sedição de origem estadunidense, que foi contida por meio da união da população, autoridades e forças de segurança. Ele destacou a intervenção direta de Trump nos acontecimentos, apontando suas ameaças e incentivos à violência como fatores determinantes para a escalada dos conflitos. O líder religioso também criticou a tentativa de equiparar os responsáveis por atos violentos à população iraniana, reforçando a visão de Trump como um criminoso.
O aiatolá dividiu os envolvidos nos distúrbios em dois grupos: aqueles treinados e financiados por serviços de inteligência estrangeiros e os jovens sem ligação direta, considerados como manipulados. Khamenei descreveu a destruição de mesquitas, centros educacionais e outras instalações como resultado das ações dos envolvidos nos protestos. Ele destacou a importância da atuação das forças de segurança para conter a violência e preservar a ordem no país, demonstrando firmeza contra a ameaça à estabilidade nacional.
Por fim, Ali Khamenei afirmou que a mobilização popular do dia 12 de janeiro representou uma vitória sobre os interesses dos Estados Unidos na região. Ele determinou que órgãos do Estado adotem medidas para responsabilizar Washington pelos eventos recentes, enfatizando a necessidade de evitar a guerra, mas punir os culpados. O líder religioso pediu unidade nacional e um esforço conjunto das autoridades para garantir a segurança e provisão de bens essenciais à população, reforçando a necessidade de evitar divisões políticas entre os cidadãos.




