Aiatolá Ali Khamenei critica Trump e mercenários estrangeiros: ‘mãos manchadas de sangue’

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Ali Khamenei diz que Trump tem as ‘mãos manchadas de sangue’ e critica
‘mercenários de estrangeiros’

O aiatolá e líder supremo do Irã fez um alerta contra grupos que, segundo ele,
“vandalizam o patrimônio nacional e agradam ao presidente dos EUA”.

Aiatolá Seyed Ali Khamenei fez duras críticas a Donald Trump, acusando o presidente dos Estados Unidos de ter as “mãos manchadas com o sangue de mais de mil iranianos”. Ele mencionou comandantes militares, cientistas, figuras públicas e civis mortos por Israel na “Guerra dos 12 Dias” em junho do ano passado. As declarações foram divulgadas pela Telesur nesta sexta-feira (9).

Em um pronunciamento à nação, Khamenei afirmou que, na sua maioria, os protestos no Irã são pacíficos. Ele destacou que grupos organizados no exterior buscam fomentar a confusão e violência no país, sendo responsáveis por vandalizar o patrimônio nacional e agradar ao presidente dos EUA.

O líder supremo reforçou que o Irã não irá ceder àqueles que praticam atos de vandalismo e não irá tolerar os chamados “mercenários de estrangeiros”. Ele convocou os jovens a preservarem a unidade nacional, ressaltando que uma nação unida é capaz de derrotar qualquer inimigo.

Diversas reações contra os EUA têm surgido a partir dos recentes acontecimentos no Irã. Os protestos iniciaram-se por conta da crise econômica, com a moeda do país, o rial, perdendo metade de seu valor em relação ao dólar no último ano. O chefe do Judiciário iraniano afirmou que não haverá clemência para aqueles que colaboram com o inimigo contra a República Islâmica.

Em relação às questões nucleares, o Irã se destaca como um dos principais adversários dos Estados Unidos. O governo norte-americano e seus aliados têm levantado preocupações sobre um possível programa nuclear iraniano com fins militares. O Irã nega veementemente tais acusações, argumentando que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico e que não possui intenção de fabricar armas nucleares.

Além das questões estratégicas, o petróleo também é um fator de interesse para os EUA. Em 2024, segundo a OPEP, o Irã ocupava a sexta posição entre os maiores produtores, com uma produção diária de 3,2 milhões de barris. O Brasil ficou em quinto lugar, com 3,3 milhões de barris diários, enquanto os EUA lideraram com 13,2 milhões de barris por dia, seguidos pela Arábia Saudita, China e Iraque.

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