Alagamento em bairro de Goiânia deixa casas e móveis destruídos: moradores tentam recuperar prejuízos

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Moradores calculam prejuízos e trabalham em limpeza após chuvas alagar casas em bairro de Goiânia

Dentro de uma das casas do setor, as paredes ficaram marcadas com o nível que a água atingiu. Alguns móveis como guarda-roupas, armários e até sofá acabaram ficando destruídos pela inundação.

Casas são invadidas e móveis ficam destruídos por alagamento, em Goiânia

O transbordamento do Ribeirão João Leite acabou deixando alguns bairros de Goiânia alagados. O transbordamento ocorreu devido às fortes chuvas entre a noite da última segunda (13) e a madrugada da última terça-feira (14). Nesta quarta-feira (15), alguns trechos da Vila Maria Rosa continuam alagados. Dentro das casas, os moradores tentam recuperar o que não foi destruído pela água.

> “Estamos esperando mais um pouco, porque foi ontem e a água baixou agora. Então estamos esperando para ver se [a geladeira] seca um pouco para ver se liga”, declarou um morador.

Dentro de uma das casas do setor, as paredes ficaram marcadas com o nível que a água atingiu. Alguns móveis como guarda-roupas, armários e até sofá acabaram ficando destruídos pela inundação, e os moradores têm medo de ligar alguns eletrodomésticos atingidos pela água (veja no vídeo acima).

Na noite do transbordamento, uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros esteve no local e utilizou botes salva-vidas e uma canoa emprestada por um morador para ajudar as vítimas. Na ocasião, 15 pessoas foram salvas, sendo 12 adultos e três crianças, além de dois cães.

O Corpo de Bombeiros informou que ainda não houve novos registro de ocorrências no Setor Vila Maria Rosa até o início da tarde desta quarta-feira (15).

CHUVAS EM GOIÂNIA

De acordo com o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), André Amorim, a capital registrou 256 mm nesses primeiros 14 dias de janeiro, sendo que o esperado para o mês era de 247,8 mm.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Goiânia também registrou o maior volume de chuvas em 24 horas em 19 anos, com 135,5 mm entre o último domingo (12) e segunda-feira (13).

MEDIDAS ADOTADAS

Quando questionados pelo DE [https://DE.globo.com/go/goias/] sobre o alagamento e os danos causados aos moradores, a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) informou que, com a alta intensidade das chuvas na capital e os diversos problemas causados, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, convocou uma reunião para discutir estratégias de enfrentamento dos problemas relacionados às mudanças climáticas.

“Goiânia vivencia os impactos diretos das mudanças climáticas, que evidenciam a necessidade de adaptação urgente da cidade, que é castigada tanto pelas chuvas fortes e inundações quanto pelos períodos prolongados de seca”, analisou Mabel.

A reunião ocorre na tarde desta quarta-feira (15) no Paço Municipal. Foram convocados pelo prefeito titulares e auxiliares das secretarias de Infraestrutura, Saúde, Comunicação, Engenharia de Trânsito, Planejamento, Defesa Civil, Guarda Civil Metropolitana, Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma).

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