Álbum da Copa de 1978 Inspira Empresário e Colecionadores em Brusque

Álbum da Copa de 1978 Inspira Empresário e Colecionadores em Brusque

Um álbum da Copa de 1978, que resistiu à enchente de 1983, inspirou Rafael Netto Cândido, empresário de Brusque, a montar uma coleção que atrai a atenção de fãs de futebol. Neste ano, pela primeira vez, ele decidiu expor na loja de calçados Cia do Pé, localizada no Centro II da cidade, todos os álbuns das Copas do Mundo, desde 1978. A exibição do material, que inclui edições raras, surpreende a todos que visitam o estabelecimento, especialmente os amantes do esporte. “Os clientes gostaram, principalmente o pessoal do esporte. Não tem como vir aqui, olhar uma chuteira, e não dar uma olhada nos álbuns”, conta.

Rafael, que atualmente tem 41 anos, mudou-se para Brusque há 25 anos e desde então desenvolveu seu negócio. A coleção começou de forma especial quando recebeu o primeiro álbum de seu tio Paulinho, quando tinha apenas 4 anos. “Eu ganhei o álbum já completo. Ele ficou lá em casa guardado na biblioteca do meu pai. Com a grande enchente de 1983, meu pai perdeu mais de 1 mil livros, mas incrivelmente, o álbum sobreviveu. Se não fosse meu tio, eu não teria essa coleção”, relembra.

Foi em 2002 que Rafael completou o primeiro álbum, o da Copa do Mundo de Futebol da Coreia do Sul e Japão. Desde então, ele dedicou-se a buscar as versões das edições anteriores. “Comecei a procurar em sebos, pois na época não contávamos com a internet tão acessível quanto hoje em dia. Tenho um amigo que é dono de um sebo em Florianópolis, e ele conseguiu dois álbuns antigos para mim”, explica.

Qual é a história por trás da coleção?

Rafael narra que a paixão por colecionar álbuns foi compartilhada com seu filho Leonardo, que desde pequeno trocava figurinhas na escola para ajudar a completar as coleções. “Não era tão caro completar o álbum antigamente, mas além do valor, é uma questão de qualidade do material. Além disso, é algo que envolve muito a família. Meu sobrinho de 11 anos completou um da atual edição e me disse: ‘Tio, já preenchi o álbum. Estou fazendo outro para te dar’. Isso é muito legal”, detalha.

O álbum mais difícil de conseguir do acervo foi o de 1994, a edição em que o Brasil conquistou o tetracampeonato. Rafael participou de um leilão e conseguiu o exemplar por cerca de R$ 4 mil. A coleção, segundo ele, serve como uma viagem pela história do futebol. Jogadores e equipes que marcaram época ilustram as páginas dos álbuns, repletos de nostalgia e informação.

“É emblemático ver Zico e Roberto Dinamite na mesma página, rivais ferrenhos na época. É muito gostoso folhear e relembrar”, revela ele. Rafael ainda menciona que agora, com a facilidade da internet, é mais simples garimpar figurinhas. “Para quem já completou os álbuns antigos, finalizar as edições atuais é fácil”, brinca.

Como a coleção impacta os colecionadores?

A coleção de Rafael serve de inspiração para aspirantes a colecionadores e amantes da história do futebol. A exposição na loja não só atrai visitantes, mas também promove uma redescoberta das Copas do Mundo, ligando gerações. “Eu vejo que a coleção tem um impacto positivo na comunidade. As pessoas olham com carinho, lembram de suas histórias, e isso é um laço afetivo que a coleção proporciona”, afirma.

O envolvimento de seu filho, Leonardo, e do sobrinho, mostra como a tradição da troca de figurinhas e o interesse pelo futebol são passados de geração a geração. Com a competitividade que envolve cada Copa do Mundo, cada álbum traz um pedaço da história do Brasil no futebol, assim como o impacto que ele tem sobre a cultura e a celebração nacional. Para mais dicas sobre colecionismo, você pode conferir nossa seção brasileirão.

O legado desse álbum não está apenas no objeto em si, mas nas memórias e experiências que ele propõe para quem tem a sorte de encontrá-lo. A coleção de Rafael é um lembrete do que cada Copa do Mundo representa para os brasileiros e o mundo do futebol como um todo.

O que esperar do futuro dessa coleção?

À medida que a paixão pela coleção cresce, Rafael planeja continuar expandindo sua coleção e a presença de álbuns em sua loja. Ele prevê que, com a chegada de novas edições e a popularização do colecionismo, sua loja se tornará um ponto de referência para fãs da modalidade. A adesão de novos colecionadores também promete reinvigorá-la, tornando o espaço um local de encontro para entusiastas.

Os especialistas em memorabilia esportiva apontam que a valorização de itens históricos como álbuns de figurinhas tende a aumentar com o tempo, principalmente se associados a eventos marcantes, como as Copas do Mundo. Decisões de compras futuras, bem como o fortalecimento da cultura do colecionismo, são observadas com cada vez mais interesse. Para mais detalhes, acesse nossa página relacionada ao flamengo.

A história de Rafael Netto Cândido é um exemplo de como a paixão pelo futebol e a preservação da memória cultural podem caminhar juntas, contribuindo para manter vivas as tradições. Nas palavras do próprio empresário: “Quando comecei a me envolver e procurar os álbuns, eu coloquei na cabeça que tinha que dar um jeito. E agora, pretendo continuar buscando as edições raras e tornar a loja um ponto de encontro para a comunidade esportiva”.

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