Alemanha e Israel assinam acordo bilionário para sistema antimísseis Arrow 3: uma forte parceria militar em ascensão

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A Alemanha e Israel avançaram de forma significativa em sua cooperação militar com a assinatura de um novo contrato bilionário para a ampliação do sistema de defesa antimísseis Arrow 3. O novo acordo, firmado no domingo (11), adiciona US$ 3,1 bilhões ao contrato original e consolida uma das mais robustas parcerias estratégicas entre os dois países no setor de defesa aérea e antimíssil.

A informação foi divulgada pelo portal Al Mayadeen, que detalhou que o acordo havia sido aprovado previamente pelo Bundestag, o Parlamento alemão, em 17 de dezembro. Com a nova assinatura, o valor total dos contratos relacionados ao projeto Arrow ultrapassa US$ 6,5 bilhões, configurando-se como o maior acordo de exportação de defesa da história de Israel.

O contrato inicial, firmado há cerca de dois anos, previa um investimento de US$ 3,5 bilhões. A ampliação ocorre pouco mais de um mês após a implantação da primeira bateria do sistema Arrow 3 fornecida por Israel à Alemanha, em uma cerimônia realizada na Base Aérea de Holzdorf. O sistema é projetado para interceptar mísseis balísticos de longo alcance, inclusive ameaças hipersônicas.

Em comunicado, o Ministério da Segurança de Israel informou que, juntamente com o Ministério da Defesa alemão, concordou em “aumentar significativamente a taxa de produção de interceptores e lançadores Arrow 3 a serem fornecidos à Alemanha, aprimorando substancialmente suas capacidades de defesa aérea e antimíssil”. A expansão do contrato também abre caminho para futuras aquisições de versões mais avançadas do sistema.

Autoridades envolvidas no projeto indicaram que há interesse alemão nos mísseis Arrow 4 e Arrow 5, ainda em desenvolvimento. O comandante da defesa aérea alemã, coronel Dennis Kruger, observou que a Alemanha pretende adquirir esses sistemas “quando estiverem operacionais”, embora o processo deva levar alguns anos.

O fortalecimento da cooperação militar entre Alemanha e Israel não se limita aos contratos de armamentos. Os dois países mantêm exercícios conjuntos há anos, incluindo um treinamento histórico realizado em agosto de 2020, quando a Força Aérea Israelense e a Luftwaffe alemã realizaram manobras em solo alemão, com sobrevoos simbólicos sobre Dachau e Munique.

Além disso, a cooperação de pessoal foi institucionalizada com a criação de unidades conjuntas, como o Esquadrão Red Baron, estabelecido em 28 de janeiro de 2019 na Base Aérea de Tel Nof. A unidade opera veículos aéreos não tripulados israelenses e resulta de um acordo entre Israel, a Israel Aerospace Industries e o Exército alemão, evidenciando um alto grau de integração militar. Nos últimos anos, forças alemãs também receberam treinamento em sistemas israelenses avançados, como a aeronave não tripulada Heron TP.

Paralelamente à expansão do acordo, o apoio militar da Alemanha a Israel tem sido alvo de críticas crescentes, especialmente diante da intensificação da guerra em Gaza em 2025. Em agosto daquele ano, o chanceler Friedrich Merz anunciou a suspensão de exportações de armas que poderiam ser usadas na Faixa de Gaza, em resposta aos planos israelenses de ampliar operações militares, decisão que provocou forte debate interno e internacional.

Em novembro de 2025, a Anistia Internacional criticou duramente a decisão de Berlim de suspender parcialmente essa restrição, classificando a medida como “imprudente” e “ilegal”. A organização defendeu um embargo total de armas e argumentou que a continuidade das transferências viola obrigações da Alemanha no âmbito do Tratado sobre o Comércio de Armas e do dever de prevenir genocídio.

Questionamentos jurídicos também ganharam força dentro da Alemanha. Em setembro de 2025, o Tribunal Administrativo Superior de Kassel rejeitou um pedido de proteção provisória apresentado por um palestino de Gaza que buscava bloquear exportações de armas alemãs. No mês seguinte, o Centro Europeu para Direitos Constitucionais e Humanos apresentou uma queixa constitucional contra licenças de exportação de componentes para tanques Merkava, alegando violação de deveres constitucionais e do direito internacional.

A controvérsia refletiu-se nas ruas. Ao longo de 2025, grandes manifestações em Berlim e em outras cidades reuniram milhares de pessoas exigindo a suspensão imediata e abrangente das exportações de armas. Pesquisas de opinião indicaram apoio consistente da população a um rompimento dos laços militares, condicionando qualquer cooperação futura ao cumprimento integral do direito internacional humanitário.

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