DE regulador de aviação da União Europeia recomenda que as companhias aéreas do bloco evitem o espaço aéreo do Irã em meio ao aumento das tensões relacionadas aos protestos em Teerã e às ameaças de intervenção por parte dos Estados Unidos. As informações são da Reuters.
“A presença e o possível uso de uma ampla gama de armas e sistemas de defesa aérea, combinados com respostas estatais imprevisíveis, criam um alto risco para voos civis que operam em todas as altitudes e níveis de voo”, afirmou a Agência Europeia para a Segurança da Aviação em um boletim.
Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro, motivados por dificuldades econômicas, e se transformaram em manifestações amplas que pediam o fim do atual governo, culminando em episódios de violência no fim da semana passada. Moradores disseram que a repressão parece ter contido os protestos por ora, enquanto a mídia estatal informou novas prisões em meio a reiteradas ameaças dos Estados Unidos.
Segundo o alerta da agência europeia, com as tensões persistentes e a possibilidade de ação militar estadunidense, que colocou as forças de defesa aérea iranianas em estado elevado de alerta, aumenta o risco de erros de identificação dentro do espaço aéreo do Irã. O Irã reabriu seu espaço aéreo na quarta-feira (14), após um fechamento de quase cinco horas provocado por preocupações com possíveis ações militares, o que forçou companhias aéreas a cancelar, redirecionar ou atrasar alguns voos.
Mesmo após a reabertura, companhias aéreas europeias como Wizz Air, Lufthansa e British Airways continuaram evitando o espaço aéreo do Irã e do Iraque na quinta-feira, segundo dados de sites de monitoramento de voos. Em janeiro de 2020, um míssil iraniano terra-ar derrubou um avião de passageiros ucraniano, matando todas as 176 pessoas a bordo. As autoridades iranianas atribuíram posteriormente o episódio a erro humano em meio a tensões militares entre o Irã e os Estados Unidos.




