O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indeferiu um pedido de remoção urgente do ex-presidente Jair Bolsonaro para um hospital, após ele sofrer uma queda e bater a cabeça. O médico da Polícia Federal que atendeu Bolsonaro constatou apenas ferimentos leves e recomendou apenas observação, sem indicar a necessidade de transferência hospitalar imediata. Moraes destacou que a defesa de Bolsonaro tem direito a exames, desde que agendados com antecedência e com justificativa comprovada. Ele solicitou o laudo médico da PF e pediu que a defesa indique os exames considerados necessários para serem realizados no sistema penitenciário.
A queda de Bolsonaro foi relatada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que mencionou que ele caiu e bateu a cabeça enquanto dormia. Segundo os advogados do ex-presidente, houve suspeita de traumatismo devido ao impacto craniano que sofreu na cela. A defesa solicitou autorização para remoção imediata de Bolsonaro ao hospital, acompanhado de sua equipe médica e sob escolta policial, visando garantir sua integridade física e evitar complicações graves. Bolsonaro retornou à Superintendência da PF no início de janeiro, após tratamento hospitalar por hérnia e soluços decorrentes da facada de 2018. Moraes já havia negado anteriormente um pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro, argumentando que houve melhora no quadro clínico após cirurgias eletivas realizadas.




