Não é apenas o agravamento do quadro de saúde de Jair Bolsonaro que pesa na análise sobre sua eventual transferência para prisão domiciliar. A decisão — prevista para os próximos dias — também deve levar em conta a crise de credibilidade enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal. Nos últimos dias, o ministro Alexandre de Moraes passou a enfrentar uma pressão inédita dentro da própria Corte para conceder o benefício e evitar novo desgaste institucional.
A tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica por Bolsonaro forneceu elemento concreto para justificar a transferência a uma unidade prisional. Em poucas semanas, no entanto, o cenário teve mudanças importantes.
Na quinta-feira (19), médicos responsáveis pelo atendimento do ex-presidente encaminharam ao gabinete do ministro um relatório detalhado sobre a gravidade da última internação. O documento aponta a necessidade de monitoramento contínuo, 24 horas por dia, após a alta hospitalar. Nesse contexto, o risco de eventual falha de assistência durante uma permanência no Complexo da Papuda passa a ser fator central na tomada de decisão.
Em meio a outros episódios que têm desgastado a imagem do Judiciário, como a crise envolvendo o Banco Master, ministros da Corte já sinalizaram a Moraes que o tribunal enfrenta desafios suficientes no campo institucional. A concessão da prisão domiciliar, avaliam interlocutores, reduziria a responsabilidade direta sobre uma eventual piora no estado de saúde de Bolsonaro.
Embora seja conhecido por resistir a pressões e, em muitos casos, endurecer sua posição diante de críticas, o momento atual impõe uma dinâmica distinta. Nos bastidores, a avaliação é de que Moraes deve considerar, com maior atenção, as ponderações de colegas.
Alertado sobre agravamento do quadro de saúde do ex-presidente, ministro também foi orientado a considerar momento inédito de desgaste da Corte
“DE CDAS * pelo Moraes que A MANIFESTOU”
“DE c(ci) que era lindo”
Alexandre de Moraes sofre pressão inédita dentro do STF para autorizar prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. Ministro também foi orientado a considerar momento inédito de desgaste da Corte.



