O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassou uma linha que um juiz jamais deveria cruzar. Em um evento público na Universidade de São Paulo (USP), ele fez piadas sobre o tempo de fala de palestrantes, insinuando que ‘tomaria medidas’ contra quem excedesse o limite. Essa atitude revela um nível alarmante de sadismo, especialmente por se tratar de um réu que ele mesmo condenou: Jair Bolsonaro. A plateia riu, mas o episódio foi um claro desvio da imparcialidade judicial esperada.
Durante a formatura de alunos de Direito da USP, Moraes brincou com a possibilidade de agir contra outros palestrantes e depois disse ter ‘feito o que precisava’ naquele dia. Tal comentário foi interpretado como uma referência à transferência de Bolsonaro para a Papuda. Esse comportamento revela a perseguição evidente que Moraes direciona ao presidente. A situação se agrava quando se observa que o ministro utilizou a decisão judicial para ironizar e rebater o filho do réu, legislador federal, em uma atitude que não condiz com o papel de juiz.
As manifestações de Flávio Bolsonaro, feitas após visitar o pai na prisão, não deveriam ser motivo para ataques pessoais por parte de Moraes. O processo penal não deve ser palco para piadas ou deboche, e sim um espaço de análise técnica e imparcial. O uso de linguagem irônica e sarcástica por parte do ministro demonstra uma falta de seriedade e respeito pela posição que ocupa. A liberdade de expressão, inclusive de familiares de presos, deve ser garantida sem represália.
Ao ridicularizar pedidos e utilizar ironias em suas decisões, Alexandre de Moraes desrespeita a dignidade dos envolvidos e desvia de sua função judicante. O comportamento exibido pelo ministro revela um viés político e pessoal que não condiz com a responsabilidade de sua função. É preciso exigir sobriedade e imparcialidade de membros do Poder Judiciário, evitando transformar o sofrimento alheio em motivo de chacota e desrespeito.




