Alfredo Gaspar oferece DNA à PGR e nega acusações de estupro

Alfredo Gaspar oferece DNA à PGR e nega acusações de estupro

Um dia após ser anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) tomou uma atitude decisiva. A campanha do presidenciável apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma solicitação para a realização de um exame de DNA, como forma de comprovar sua inocência diante de uma grave acusação de estupro de vulnerável.

A ação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (6), em um esforço da equipe de Flávio Bolsonaro para conter os danos à imagem da campanha, que surgiu após a revelação da denúncia. Em coletiva à imprensa, a equipe jurídica do PL reafirmou sua convicção na inocência de Gaspar e indicou que o exame de DNA seria uma prova cabal contra as acusações.

A polêmica teve início em março, quando o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar, alegando que ele teria estuprado uma adolescente de 13 anos oito anos atrás. Os dois parlamentares solicitaram uma investigação à Polícia Federal, afirmando que a vítima, atualmente com 21 anos, teria engravidado.

Durante a CPI do INSS, Gaspar, que atuava como relator, rechaçou as alegações, afirmando que se tratava de um episódio envolvendo seu primo. Ele enfatizou que não existiu estupro e que as datas mencionadas não correspondiam à sua história. A defesa também criticou a falta de provas das acusações, alegando que as evidências apresentadas eram apenas especulações.

Na representação enviada à PGR, a equipe jurídica de Gaspar ressaltou que as denúncias foram feitas sem provas concretas e contestou a apresentação de prints de conversas sem verificaçãod e autenticidade. Segundo eles, a própria PGR não encontrou fundamentos suficientes para abrir um inquérito contra o deputado, demonstrando a fragilidade das acusações.

Gaspar, em declarações à imprensa, reafirmou sua disposição para se submeter ao exame de DNA assim que a PGR programar a coleta. “O que não se pode é esperar mais. É imperioso que o confronto genético ocorra o mais rápido possível. A verdade precisa vir à tona”, destacou.

Os acusadores, por sua vez, argumentaram que a situação não é coincidente com o trabalho da CPI e insinuaram que as denúncias foram um movimento estratégico visando interferir politicamente na pauta investigativa. Com os ânimos à flor da pele, Gaspar negou interesse em acordos ou retratações, afirmando que sua defesa será feita através de evidências científicas.

O cenário se complica ainda mais com o envolvimento de pagamentos sugeridos pelos acusadores, que alegam ter provas de que um intermediador teria oferecido quantias consideráveis à vítima em troca de silêncio. Eles integram os elementos que sustentam o pedido de investigação sobre possível tentativa de obstrução da justiça.

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