Aliados próximos de Jair Bolsonaro (PL) reagiram com dureza à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar o pedido da defesa para a transferência do ex-presidente do regime fechado na Superintendência da Polícia Federal (PF) para a prisão domiciliar logo após a alta hospitalar, nesta quinta-feira (1º). Em postagens nas redes sociais, parlamentares da oposição apontaram insensibilidade diante do quadro de saúde de Bolsonaro e chegaram a falar em tortura, citando laudos médicos e a necessidade de assistência contínua, além da persistência de crises de soluços mesmo após intervenções médicas. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, questionou: “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”. Ele classificou a decisão como “mais uma de sarcasmo”, ao afirmar que, embora o despacho mencione melhora clínica, o laudo médico “é claro ao apontar a necessidade de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão”. Flávio também alertou para o risco de um acidente vascular cerebral (AVC) em razão das complicações de saúde do pai.




